JURO-Projeções mais longas recuam por petróleo e IPC-S

quarta-feira, 16 de julho de 2008 16:14 BRT
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 16 de julho (Reuters) - A queda do petróleo pelo segundo dia seguido e o arrefecimento da inflação no varejo pavimentaram a queda da maioria das projeções de juros nesta quarta-feira, mesmo com a aceleração dos preços no atacado.

O DI janeiro de 2009 fechou estável, a 13,41 por cento ao ano, enquanto o DI janeiro de 2010, o mais negociado, recuou de 15,02 para 15,00 por cento.

Parte da baixa foi explicada pela queda de mais de 4 dólares do petróleo nos Estados Unidos. O recuo aconteceu após o aumento maior que o esperado nos estoques do governo norte-americano, e marcou o segundo dia de alívio em um dos mercados que mais preocupa no cenário de inflação.

"Se você tem uma diminuição do preço do petróleo, diminui sensivelmente a pressão inflacionária", disse Marcos Forgione, analista da corretora Hencorp Commcor.

O petróleo caiu 4 dólares no fechamento em Nova York CLc1, para 134,6 dólares por barril.

"Mas esse (petróleo) é um mercado extremamente volátil. A queda é mais um ajuste daquela subida pesada", completou, em referência ao recente recorde de quase 150 dólares por barril.

O mercado também recebeu notícias tranquilizadoras sobre a inflação doméstica. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,69 por cento na segunda prévia de julho, marcando uma desaceleração ante a alta de 0,79 por cento anterior.

A inflação no atacado, porém, surpreendeu. O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) contrariou as previsões do mercado e subiu 2,0 por cento em julho, após alta de 1,96 por cento em junho.

No começo da manhã, o Banco Central tomou 33,376 bilhões de reais dos bancos, por 1 dia, a 12,18 por cento ao ano.

(Edição de Daniela Machado)