Bolsas da Ásia recuam com temores sobre crescimento

quarta-feira, 16 de julho de 2008 08:12 BRT
 

Por Kevin Plumberg

HONG KONG (Reuters) - As bolsas de valores da Ásia fecharam em queda nesta quarta-feira, pressionadas por aumento do pessimismo dos investidores com relação ao panorama global de crescimento. Investimentos considerados mais seguros, como títulos de dívida do governo dos Estados Unidos, avançaram e o petróleo recuou para abaixo de 138 dólares o barril.

Companhias da região da Ásia-Pacífico, como a Toyota Motor, maior montadora de veículos do mundo, e a Huaneng Power International, maior fornecedora de energia da China, têm reduzido suas projeções de vendas e lucro diante de uma demanda mais lenta e custos mais altos.

O humor dos investidores asiáticos também foi afetado pelo depoimento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, feito na véspera. O dirigente afirmou que a economia dos EUA deve desacelerar mais e o cenário de inflação se intensificou, fornecendo um ambiente pouco confortável para acionistas e consumidores.

Ações do setor financeiro continuam no centro das atenções depois o governo norte-americano divulgou plano para apoiar as principais empresas de financiamento hipotecário dos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac .

"A macroeconomia está enfretando agora a perspectiva de um choque triplo por parte de um aperto no crédito, inflação alta e redução no crescimento; os três objetivos que devem ser combatidos por uma política de banco central", disse Sean Darby, estrategista-chefe do Nomura, em Hong Kong.

A bolsa de TÓQUIO encerrou em queda praticamente estável, com ligeira oscilação positiva de 0,05 por cento, a 12.760 pontos.

O índice MSCI que reúne mercados da região da Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,12 por cento às 7h50 (horário de Brasília), a 403,5 pontos.

HONG KONG registrou alta de 0,23 por cento, XANGAI despencou 2,65 por cento e TAIWAN teve baixa de 1,81 por cento.

A bolsa de SEUL registrou queda de 0,13 por cento, a 1.507 pontos, enquanto CINGAPURA subiu 0,16 por cento. SYDNEY apurou alta de 1,14 por cento.