Pré-sal faz PETROBRAS estudar mudança em modelo de gestão

quinta-feira, 17 de abril de 2008 17:34 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 17 de abril (Reuters) - As perspectivas de um aumento significativo da produção de petróleo pela Petrobras (PETR4.SA: Cotações), após a descoberta de uma gigantesca reserva na camada pré-sal da costa brasileira, estão levando a empresa a discutir mudanças no seu modelo de gestão, admitiu o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli.

"Estamos revendo o plano estratégico, vai exigir mudanças na estrutura da companhia", limitou-se a informar o executivo, prevendo o fim da revisão para o final do primeiro semestre.

Especulações de mercado indicam que uma das mudanças seria a criação de uma vice-presidência.

A Petrobras produz em média 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, atendendo toda a demanda do país, mas se confirmadas as perspectivas para os campos localizados na área pré-sal --uma região ainda não explorada devido a sua profundidade e que significa um desafio tecnológico para a companhia-- poderá se tornar uma exportadora expressiva no mercado internacional.

Gabrielli voltou a afirmar que ainda é cedo para avaliar o volume que poderia conter essas reservas, e não quis comentar as declarações do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, de que fontes "oficiosas" da Petrobras teriam informado que a reserva de apenas um campo, o de Carioca, na bacia de Santos, poderia conter 33 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás).

"A sonda ainda está trabalhando (no Carioca), não temos condições de confirmar nenhum volume. Entendemos que há uma grande ansiedade das descobertas do pré-sal, mas quando descobrimos o pré-sal já havíamos informado que a reserva era muito grande", explicou.

A possível megareserva também está levando o governo brasileiro a estudar mudanças na Lei do Petróleo, para aumentar a arrecadação sobre as riquezas naturais do país. As alterações na lei, no entanto, serão aplicadas apenas aos novos contratos, segundo o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

(Edição de Roberto Samora)