23 de Outubro de 2007 / às 03:34 / 10 anos atrás

PANORAMA1-Mercado aguarda inflação dos EUA e decisão do Copom

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 17 de outubro (Reuters) - A consistente alta do petróleo está deixando investidores preocupados com o rumo da inflação norte-americana e o relatório dos preços ao consumidor que sai nesta quarta-feira será acompanhado de perto. No Brasil, as atenções se voltam para a decisão sobre o juro, com apostas bem divididas.

O núcleo do índice de preços norte-americano, que exclui alimentos e energia, é uma das medidas de inflação preferidas do Federal Reserve.

"Se tivermos qualquer coisa abaixo do nível de 2 por cento que está dentro da meta teremos um mercado relativamente satisfeito", disse Don Kowalchik, estrategista de dívida da A.G. Edwards & Sons, em St. Louis.

"Mas se vier algo acima disso, será motivo de preocupação para um monte de operadores."

Analistas consultados pela Reuters prevêm leitura de 2,1 por cento, segundo taxa anualizada [ID:nN15357373].

Uma leitura branda pode permitir novo corte de juro pelo Fed na reunião do fim de outubro, depois da redução de 0,5 ponto no último encontro. O mercado não descarta nova redução este mês, mas a aposta nele já foi bem maior.

"Inflação baixa pode dar ao mercado razão para subir mais", disse Kowalchik.

Na terça-feira o barril do petróleo atingiu 88 dólares pela primeira vez na história. No início do ano a commodity estava perto de 50 dólares.

O mercado também deve repercutir uma série de balanços importantes divulgados na noite de terça-feira. Intel (INTC.O) e IBM (IBM.N) anunciaram aumento do lucro, enquanto Yahoo YHOO.O divulgou leve queda, mas superou estimativas. As ações da IBM caíram 1,3 por cento no pregão eletrônico. Já as da Intel avançaram 4 por cento e as do Yahoo dispararam 5,6 por cento.

Nesta quarta é a vez de JP Morgan (JPM.N), Coca-Cola (KO.N) e eBay (EBAY.O) publicarem seus balanços.

No Brasil a expectativa é grande pela decisão sobre o juro brasileiro, já que analistas estão bem divididos. Dos 27 consultados pela Reuters, 14 previram redução e 13 manutenção.

Alguns analistas argumentam que o foco do Banco Central já está voltado para 2008 e por isso pararia com os cortes já em outubro para garantir inflação sob controle no ano que vem. Outros afirmam que o recente repique da inflação é pontual e que o BC optará por continuar estimulando a atividade econômica [ID:nN11402280].

Na Bovespa, o vencimeto de índice futuro deve potencializar os movimentos do mercado. No último vencimento, em agosto, o giro da bolsa paulista superou 18 bilhões de reais, cerca de 4 vezes a média diária do ano.

Na segunda-feira, o exercício de opções registrou volume recorde de 3,5 bilhões de reais.

Para ler a agenda do dia, clique [nN17195135]

Veja como encerraram os principais mercados na terça-feira:

CÂMBIO BRBY

O dólar fechou estável, a 1,815 real. O volume do segmento interbancário foi de 4,652 bilhões de dólares.

BOLSA .BVSP

O Ibovespa subiu 1,99 por cento, a 61.717 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,3 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS .BR20

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em queda de 2,28 por cento, aos 34.590 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam em alta na BM&F. O DI janeiro de 2008 subiu a 11,05 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 fechou em alta de 11,21 por cento.

GLOBAL 40 BRAGLB40=RR

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, recuou para 133,625 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,63 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS 11EMJ

No final da tarde, o risco Brasil subiu, a 163 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 184 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones .DJI caiu 0,51 por cento, a 13.912 pontos. O Nasdaq .IXIC recuou 0,58 por cento, para 2.763 pontos. O índice S&P 500 .SPX exibiu queda de 0,66 por cento, aos 1.538 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS US10YT=RR

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subiu e o rendimento recuou para 4,65 por cento no final da tarde.

Reportagem adicional de Silvio Cascione, Rodolfo Barbosa e Angela Bittencourt

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