Governo afasta racionamento mas ordena operação de térmica em MT

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 14:25 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 17 de janeiro (Reuters) - O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, afastou mais uma vez o risco de racionamento de energia elétrica no país, e informou que a entrada em funcionamento de novas térmicas vão garantir a segurança do sistema.

Após reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), Hubner disse a jornalistas nesta quinta-feira que foi determinado o acionamento da usina termelétrica de Cuiabá, fora de operação desde setembro do ano passado por falta de gás da Bolívia. Bicombustível, a usina terá que operar com óleo. A unidade é controlada pela Shell e pela Ashmore Energy.

"Não há risco, mas os reservatórios do Nordeste estão muito baixos, e o CMSE decidiu manter todas as térmicas que já estavam operando e além disso acrescentar um pouco mais", declarou.

Além da térmica de Cuiabá, o ministro disse que a Petrobras (PETR4.SA: Cotações) vai substituir parte do gás natural que utiliza em seus processos industriais por outros insumos, como nafta ou óleo. Com isso, a estatal liberará mais gás para as térmicas, o suficiente para gerar mais 750 megawatts.

Em entrevista na terça-feira à Reuters, diretores da Petrobras informaram que o gás natural utilizado nas refinarias já estava sendo substituído, assim como o processo de produção que injeta gás nos poços para otimizar a pordução de petróleo.

Além disso, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, disse que é possível interromper a operação de duas fábricas de fertilizantes da companhia no Nordeste para atender ao mercado.

Hubner se disse otimista com as perspectivas de chuvas nos próximos dias, e que seria possível desligar algumas térmicas já em fevereiro. As de custo mais baixo, no entanto, serão mantidas no sistema para evitar problemas em 2009.

Ele confirmou que irá deixar o ministério com a entrada do ministro nomeado na quarta-feira, Edison Lobão, que toma posse na segunda-feira.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Roberto Samora)