17 de Janeiro de 2008 / às 18:24 / em 10 anos

JURO-Mercado fecha sem rumo comum e espera Selic estável

SÃO PAULO, 17 de janeiro (Reuters) - As projeções de juros fecharam a quinta-feira sem tendência comum na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

Os contratos mais curtos, embora sem muita liquidez, fecharam estáveis. Para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, a expectativa continua sendo de manutenção da Selic.

Pesquisa da Reuters publicada nesta quinta-feira mostrou que todas as 24 instituições financeiras consultadas prevêem que o juro básico continue em 11,25 por cento ao ano este mês.

Nos demais mercados financeiros do país, o dia foi novamente de estresse por conta dos Estados Unidos. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo perdia quase 3 por cento no final da tarde e o dólar encerrou em alta de 0,79 por cento, a 1,787 real.

Em discurso a uma comissão da Câmara, o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que a economia está em ritmo mais moderado e que um pacote de estímulo seria bem-vindo.

O observado índice de atividade no Meio-Oeste dos Estados Unidos, do Fed da Filadélfia, caiu para menos 20,9 em janeiro. Leitura abaixo de zero indica contração no setor e economistas ouvidos pela Reuters esperavam leitura negativa de apenas 1,0.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2009 recuou de 11,99 para 11,98 por cento. O DI janeiro de 2010 subiu de 12,76 para 12,79 por cento.

TÍTULOS PÚBLICOS

O Tesouro Nacional vendeu a oferta total de 7,5 milhões de títulos federais em leilão nesta quinta-feira. A liquidação financeira será na sexta-feira.

A venda de 2 milhões de LFT se concentrou no vencimento março de 2014, com deságio de 0,0092 por cento.

Foram vendidos ainda 500 mil NTN-F janeiro de 2017, com taxa de 13,04 por cento, e 1 milhão com vencimento em janeiro de 2012, a 12,97 por cento.

O Tesouro também colocou em mercado 3 milhões de LTN com resgate em janeiro de 2010, a 12,79 por cento, e 1 milhão com vencimento em outubro de 2008, a 11,68 por cento.

O Banco Central recolheu das instituições 11,2 bilhões de reais por um dia, à taxa de 11,20 por cento ao ano.

Por Daniela Machado e Silvio Cascione; edição de Cláudia Pires

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