VCP tem lucro menor, mas venda de celulose bate recorde

quinta-feira, 17 de julho de 2008 08:56 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Votorantim Celulose e Papel sofreu uma queda de 35 por cento no lucro líquido do segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, impactada por efeito não recorrente de 145 milhões de reais.

Na comparação com o primeiro trimestre, no entanto, o lucro líquido de 135 milhões de reais foi 23 por cento maior, puxado por recorde na venda de celulose e aumento dos preços médios em reais da ordem de 1 por cento, apesar da valorização do real ante o dólar, que impacta exportações.

A companhia foi obrigada a comprar ações da ex-controladora da fabricante de papel Ripasa, o que gerou em junho uma despesa financeira de 144,7 milhões de reais, informou a VCP em comunicado divulgado ao mercado nesta quinta-fera.

A geração de caixa consolidada medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recuou 9 por cento no período, para 212 milhões de reais. Em relação ao primeiro trimestre, houve uma alta de 2 por cento

A margem Ebitda, caiu de 37 para 34 por cento entre o segundo trimestre e o mesmo período de 2007 e 3 por cento em relação aos três primeiros meses do ano, pressionada por aumento nos custos com derivados de petróleo e energia elétrica.

A VCP, que tem como meta figurar entre as três maiores empresas globais de celulose de mercado até 2012, vendeu 329 mil toneladas de celulose no trimestre passado, superando o recorde dos três meses anteriores, de 307 mil toneladas. O volume vendido é 22 por cento maior que o comercializado pela VCP no segundo trimestre de 2007.

Já as vendas de papel somaram 87 mil toneladas, estáveis em comparação com o primeiro trimestre e 23 por cento abaixo do volume vendido um ano antes, refletindo foco maior da companhia em operações de celulose, que passa por forte alta na demanda.

A empresa, incluindo sua participação de 50 por cento na Ripasa, investiu 220 milhões de reais no trimestre passado de um total de 1,1 bilhão de reais previsto para 2008. A maior parte dos recursos aplicados entre abril e junho, 66 por cento, se destinaram à área florestal para aquisição de terras, implantação e manutenção de florestas e infra-estrutura.

(Reportagem de Alberto Alerigi Jr.; Edição de Renato Andrade)