Conselho de Ética não cumpre prazo da oposição para julgar Renan

quarta-feira, 17 de outubro de 2007 12:24 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O prazo fixado pela oposição para que o caso Renan Calheiros (PMDB-AL) tivesse solução não será cumprido, de acordo com relatores do Conselho de Ética.

Antes da licença de Renan, na quinta-feira, a oposição alardeou que bloquearia todas as votações do Senado se o Conselho de Ética não solucionasse o caso até 2 de novembro. Foi um claro recado ao governo que quer pressa na tramitação da emenda que prorroga a CPMF.

"Não vou me apequenar. Estabelecer prazos é estabelecer pressão dos homens e eu não me curvo à pressão de ninguém. Posso apresentar este parecer de 8 a 15 dias, mas posso apresentar em seis meses, em um ano. E daí?", desafiou o senador Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan Calheiros.

Ele relata a representação na qual Renan responde por envolvimento em suposto desvio de recursos de ministérios comandados pelo PMDB.

O senador Jefferson Peres (PDT-AM), relator do caso em que Renan é acusado de ter usado "laranjas" para adquirir emissoras de comunicação em Alagoas, disse que seu parecer sai em 15 de novembro.

Outro caso, em que Renan aparece como beneficiador de uma cervejaria, é de responsabilidade do senador João Pedro (PT-AM), que anunciou apresentação do texto até 5 de novembro. Uma quarta acusação, de tentativa de espionagem de senadores da oposição, ainda está sendo encaminhada ao conselho pela Mesa Diretora da Casa.

Peres afirmou que está encontrando dificuldades para tomar o depoimento do usineiro João Lyra, que, através de seu advogado, deixou claro que não vai comparecer pessoalmente ao Conselho de Ética. Lyra, envolvido no caso das emissoras, concorda em prestar depoimento a portas fechadas ou por escrito.