Correa diz que incursão das Farc no Equador será ação de guerra

quinta-feira, 17 de abril de 2008 15:40 BRT
 

QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse na quinta-feira que qualquer incursão da guerrilha Farc em seu território será considerada "uma ação de guerra" e será repelida, em uma medida que busca marcar distâncias dos guerrilheiros e do conflito interno colombiano.

A declaração inédita do líder nacionalista marca uma mudança na postura do país, que tradicionalmente considerava a utilização do território equatoriano por parte das Farc uma violação territorial ou um ato ilegal, mas não uma ação bélica.

Correa lançou a advertência em um momento no qual o presidente colombiano, Alvaro Uribe, o acusa de ter uma política permissiva com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), considerada pela Europa e pelos Estados Unidos como uma facção terrorista.

"Se encontrarmos patrulhas ou acampamentos das Farc em solo equatoriano, isso será considerado uma ação de guerra e responderemos", disse Correa a correspondentes estrangeiros, aos quais também assegurou desconhecer os líderes da guerrilha esquerdista.

O presidente equatoriano acrescentou que as Farc -- que utilizavam o Equador como um ponto de abastecimento e zona de descanso -- deveriam limitar sua luta política unicamente a Colômbia e não envolver os países vizinhos.

"Não ponham nenhum pé em território equatoriano", disse, referindo-se às Farc, que inclusive lhe felicitaram por suas vitórias eleitorais.

Quito e Bogotá enfrentam uma crise diplomática desde o início de março, depois do ataque de militares colombianos a um acampamento guerrilheiro em território equatoriano, em que foi morto um líder das Farc, Raúl Reyes.

(Reportagem de Carlos Andrade García)

 
<p>Correa diz que incurs&atilde;o das Farc no Equador ser&aacute; a&ccedil;&atilde;o de guerra. O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que qualquer incurs&atilde;o da guerrilha Farc em seu territ&oacute;rio ser&aacute; considerada 'uma a&ccedil;&atilde;o de guerra' e ser&aacute; repelida, em uma medida que busca marcar dist&acirc;ncias dos guerrilheiros e do conflito interno colombiano. 17 de abril. Photo by Guillermo Granja</p>