Para Equador, empresas de petróleo avaliam troca de contratos

quarta-feira, 17 de outubro de 2007 13:35 BRST
 

QUITO, 17 de outubro (Reuters) - As empresas estrangeiras de petróleo podem avaliar trocar seus contratos por acordos que permitam ao Equador ficar com todo o produto que elas extraem, disse na quarta-feira o ministro do Petróleo, Galo Chiriboga, depois de reunir-se com as empresas.

Em uma medida que chocou os investidores, o presidente equatoriano, Rafael Correa, determinou neste mês que o Estado ficará com quase toda a renda extra gerada pelas empresas petrolíferas acima de um preço contratual determinado, e pressionou as empresas a aceitarem acordos segundo os quais o país lhes pagará uma taxa para extrair petróleo.

"Elas não descartaram a possibilidade de mudar de contrato", disse Chiriboga a uma rádio local. "Mas aí temos que pensar em como compensar o investimento delas, que em alguns casos elas dizem que não gera lucro".

Ele explicou que as negociações com as empresas na terça-feira foram positivas e que o governo vai criar dois grupos de negociação para revisar os contratos caso a caso.

Nenhuma empresa estava imediatamente disponível para comentar.

Correa quer renegociar os acordos para ampliar a participação do Estado na renda do petróleo extraído do país, quinto maior produtor da América do Sul, por empresas como a chinesa Andes Petroleum (0857.HK: Cotações), a espanhola Repsol (REP.MC: Cotações) e a Petrobras (PETR4.SA: Cotações).

Outras empresas que fazem parte das negociações são a francesa Perenco e a norte-americana City Oriente. Segundo os contratos atuais, as empresas podem ficar com parte do petróleo que produzem.

As empresas particulares extraem quase metade da produção diária do Equador de 530 mil barris, e alguns analistas alertam que a posição do país pode prejuducar o investimento estrangeiro no setor.