Petróleo cotado a US$100 é cenário possível, diz Merrill Lynch

quarta-feira, 17 de outubro de 2007 14:46 BRST
 

Por Veronica Brown

LONDRES, 17 de outubro (Reuters) - O interesse nos setores de commodities e de energia deve permanecer forte devido a problemas ligados ao fornecimento, com grandes chances dos preços do petróleo atingirem o patamar de 100 dólares o barril, disse o Merrill Lynch na quarta-feira.

A pesquisa mensal do banco com 209 gerentes de fundos ao redor do mundo mostra que 19 por cento dos pesquisados tinham agora em outubro uma participação acima da média nos mercados de commodities, em comparação a 12 por cento em setembro.

A maior parte do aumento das posições veio de fundos que anteriormente mantinham uma postura neutra.

O movimento nas commodities tem refletido a onda de otimismo em relação às economias de mercados emergentes, que têm se beneficiado às custas da zona do euro.

O diretor de pesquisas mundiais de commodities do Merrill Lynch, Francisco Blanch, afirmou que a combinação do declínio na oferta mundial, a forte demanda, a queda nos estoques e as tensões geopolíticas entre a Turquia e o Iraque influenciavam positivamente os preços do petróleo.

"Temos visto as pressões altistas crescendo. Se o (fator) geopolítico começar a ficar complicado e tivermos uma escassez na oferta... por conta de eventos políticos, a balança pode se desequilibrar", disse Blanch na quarta-feira.

Blanch acrescentou que um inverno no Hemisfério Norte mais frio do que o esperado neste ano poderia ser outro elemento que aumentaria as chances do petróleo atingir a marca dos 100 dólares.

"A probabilidade dos 100 dólares --existe uma boa chance que isto aconteça. Mas é apenas uma barreira psicológica", avaliou.

Blanch previu um piso de aproximadamente 60 dólares para o petróleo nos próximos 6 a 12 meses, com os preços médios variando na faixa de 60 a 90 dólares durante um intervalo de 2 a 3 anos.

Por volta das 14h45 (horário de Brasília), os contratos novembro do petróleo negociado nos Estados Unidos CLX7 subiam 0,27 dólar, para 87,88 dólares o barril. Pouco antes, o contrato chegou a atingir 89 dólares o barril, preço recorde.