Compra da MMX pela Anglo deve estar concluída em até 3 meses

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 19:58 BRST
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A operação de compra de parte dos ativos da MMX do empresário Eike Batista pela Anglo American acontecerá em etapas, sendo a primeira a cisão da companhia em três novas empresas: uma controlada pela Anglo, a NewCo, e duas que permanecem com o grupo EBX, uma de logística e outra com ativos remanescentes da MMX.

"A Newco vai receber duas das quatro minas de minério de ferro da antiga MMX, o sistema Amapá e o sistema Minas-Rio, e vai fazer uma oferta ao mercado para recomprar ações dos minoritários pelo mesmo valor que pagaram ao Eike", explicou o diretor jurídico da MMX, Paulo Gouvêa.

A MMX e a Anglo anunciaram nesta quinta-feira um contrato preliminar de negociação exclusiva pelo qual a mineradora sediada em Londres vai pagar 5,5 bilhões de dólares por parte da MMX, ou 361,12 dólares por ação. O empresário brasileiro receberá o correspondente a 68 por cento desse total. Além disso, terá direito a royalties a partir de 2023 no sistema Amapá e depois de 2025 no sistema Minas-Rio.

"No final das contas, o acionista que tinha uma ação da MMX vai ter três ações, a que já tinha, uma da LLX e outra da Newco", disse Gouvêa, que estima em dois ou três meses o prazo para concluir a operação e mais um mês para a oferta pública.

Toda a estrutura de logística do grupo continuará com Eike Batista, concentrados na LLX, que também terá seu capital aberto, além de ativos de mineração que permaneceram no grupo, como Sistema Corumbá --em negociação para venda de participação minoritária--, AVG Mineração S.A., a recém-adquirida Minerminas e outros direitos minerários a serem explorados, inclusive no Amapá.

"Os ativos que ficam dentro da MMX são maiores do que os que a gente vendeu, vendemos os ativos maduros e vamos desenvolver os novos...é um ciclo de criação de valor que se completa para o acionista", ressaltou o empresário Eike Batista, que disse buscar oportunidades em minério de ferro mas também em bauxita e urânio.

Ele disse apostar em aumento de preço de 40 por cento para o minério de ferro este ano. O empresário afirmou que a vocação da MMX sempre foi criar valor para os acionistas, e que em 18 meses aumentou em cinco vezes o valor de mercado da MMX, de 1,5 bilhão de dólares para 7,5 bilhões de dólares. "Nenhuma empresa no Brasil criou valor em tão pouco tempo", ressaltou.

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