BOVESPA-Com Vale e siderúrgicas, índice supera 68 mil pontos

terça-feira, 17 de junho de 2008 11:55 BRT
 

SÃO PAULO, 17 de junho (Reuters) - Suportada por ganhos das ações e da Vale e de siderúrgicas, a Bolsa de Valores de São Paulo exibia alta consistente nesta terça-feira.

Às 11h54, o Ibovespa .BVSP apontava valorização de 1,61 por cento, aos 68.366 pontos. O giro financeiro era de 1,6 bilhão de reais.

As ações preferenciais da Vale (VALE5.SA: Cotações) subiam 3,19 por cento, valendo 48,50 reais, depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor's ter avisado na segunda-feira à noite que poderá elevar o rating BBB da companhia, caso a oferta pública de venda de ações de até 15 bilhões de dólares anunciada recentemente seja bem sucedida.

"O mercado parece estar mais confiante de que a Vale vai manter uma boa estrutura de endividamento, mesmo que venha a fazer alguma grande aquisição", disse Ricardo Tadeu Martins, gerente de pesquisa da corretora Planner.

No conjunto do mercado, um fator que ajudava a levar os investidores para a ponta compradora era a queda na cotação do petróleo, o que amortecia momentaneamente o temor com pressões inflacinárias, disse Martins. O barril da commodity era negociado na faixa dos 134 dólares.

Com isso, abria-se espaço para recuperação de algumas das ações com maior peso no Ibovespa, como as das fabricantes de aço. Os papéis ordinários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3.SA: Cotações) avançavam 3,29 por cento, a 74,99 reais.

Na mesma mão, empresas que têm no petróleo uma de suas principais fontes de custos também se recuperavam. Era o caso de companhais aéreas como a Gol, cujas ações preferenciais (GOLL4.SA: Cotações) tinham ganho de 2,81 por cento, a 21,55 reais.

Um avanço ainda maior era contido pela influência de Wall Street, que exibia um movimento errático. Depois de abrir em alta, o índice Dow Jones .DJI operava no vermelho em meio a dados piores do que as expectativas da economia dos Estados Unidos e a renovados temores de novas perdas de bancos relacionadas à crise no setor imobiliário.

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