Dólar fecha em alta com aumento da aversão ao risco

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 16:43 BRST
 

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, reagindo à maior cautela dos investidores em meio à preocupação com a economia dos Estados Unidos e a persistente crise do crédito global.

A moeda norte-americana encerrou em alta de 0,89 por cento, a 1,813 real. Foi a quarta valorização consecutiva da moeda, que já acumula alta de mais de 1 por cento neste mês.

A divulgação de vendas abaixo do esperado no final de semana nos Estados Unidos, somada ao susto da última semana com a inflação norte-americana, aumentou a preocupação dos mercados financeiros com a economia dos Estados Unidos.

Os principais índices europeus e asiáticos fecharam em queda e em Wall Street as bolsas operavam em território negativo durante a tarde.

"Aqui dentro é aversão ao risco... pura e simples", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.

O risco-Brasil, medido pelo JPMorgan, subia 8 pontos-básicos, para 210 pontos, durante a tarde.

"Tem uma apreensão em todos os mercados. Mesmo com a intervenção dos principais bancos centrais, (a crise do mercado hipotecário norte-americano) subprime continua muito indefinida", acrescentou ele, lembrando que os investidores continuam inseguros em relação ao pacote de medidas anunciado pelo Federal Reserve e outros bancos centrais na última quarta-feira e posto em prática a partir desta segunda.

Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora, ressaltou a desconfiança do mercado quanto a novos cortes da taxa de juros norte-americana, na medida em que os dados acima do esperado da inflação dos Estados Unidos "fecharam o cerco para o Fed".

O banco central norte-americano baixou a taxa básica de juro em 1 ponto percentual desde meados de setembro, em uma tentativa de conter os impactos da crise do setor imobiliário na economia como um todo.

Na última hora de negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, mas não influenciou de forma significativa na cotação da moeda.