Equador volta a se associar à Opep e reforça poder de produtores

sábado, 17 de novembro de 2007 10:08 BRST
 

Por Simon Webb e Alex Lawler

RIAD (Reuters) - O Equador reingressou nos quadros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) neste sábado, depois de 15 anos fora da entidade, reforçando os quadros do grupo em um momento em que os preços da commodity ampliam a influência política e econômica de seus integrantes.

O Equador tornou-se o 13o integrante do grupo, que é responsável por um terço do fornecimento de petróleo do mundo, depois que o presidente do país, Rafael Correa, participou de uma reunião de chefes de Estado da Opep, em Riad, no sábado.

Com produção de cerca de 500 mil barris de petróleo por dia, o Equador é o menor país produtor do grupo.

"O Equador agora é um membro", afirmou o secretário-geral da Opep, Abdullah al-Badri, à Reuters em Riad. "Haverá algumas pequenas formalidades em Abu Dhabi", acrescentou.

A próxima reunião de ministros da Opep está marcada para acontecer em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, em 5 de dezembro. O Equador participará do encontro como membro completo, afirmou o ministro do Petróleo do país, Galo Chiriboga.

Correa fez da volta do Equador à Opep uma peça-chave de sua política petrolífera desde que assumiu a Presidência do país ano passado. O Equador ficará ao lado da aliada Venezuela no grupo.

As medidas de Correa para conseguir uma participação maior das receitas petrolíferas de companhias internacionais que trabalham no Equador ecoa a nacionalização promovida por Hugo Chávez, na Venezuela. O Equador reforçará o grupo de nações da Opep que busca uma parcela maior da riqueza gerada pelo barril de petróleo.

Correa assustou investidores internacionais quando afirmou no mês passado que pode ficar com todo o lucro extra que as companhias estrangeiras estão conseguindo com a disparada nos preços do petróleo.   Continuação...