Polícia chinesa detém 20 monges tibetanos

quinta-feira, 17 de abril de 2008 09:30 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A polícia do noroeste da China deteve cerca de vinte monges budistas tibetanos na quinta-feira, devido aos protestos anti-chineses de fevereiro, de acordo com uma fonte de Pequim que tem amplos contatos entre os tibetanos.

Outras 100 pessoas que tentaram impedir a prisão dos monges também foram levadas pela polícia, segundo a fonte.

Os monges de Tongren, na remota província de Qinghai, protestaram em fevereiro, depois que a polícia dispersou uma cerimônia budista no monastério local. Eles gritaram, pedindo liberdade religiosa e desejando que seu líder espiritual exilado, o Dalai Lama, tivesse uma vida longa, disse a fonte.

Os manifestantes pró-Tibet também se opuseram ao revezamento da tocha Olímpica dos Jogos de Pequim.

A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão em Tongren e deteve cerca de 200 monges. Mas, no dia seguinte, milhares deles protestaram perto do parlamento do município e o governo local libertou os monges presos no dia anterior, acrescentou a fonte.

Mais protestos foram então feitos pelos monges do monastério, cujo nome em chinês, segundo a fonte, é Longwu.

A fonte não soube precisar o motivo das últimas detenções.

O protesto em Tongren precedeu uma série de manifestações a favor da independência do Tibet em Lhasa, a partir de 10 de março, e de uma agitação que se espalhou para outras áreas tibetanas.

A China acusa o Dalai Lama de ter orquestrado a violência no Tibet e em outras áreas tibetanas do país, a fim de pressionar a independência e arruinar os Jogos Olímpicos, cuja sede este ano é a China.   Continuação...

 
<p>Monges tibetanos exilados  rezam ao lado de sua 'tocha ol&iacute;mpica' em 'revezamento alternativo' de protesto em Nova D&eacute;lhi. Na China, cerca de vinte deles foram presos por sua participa&ccedil;&atilde;o em protestos pr&oacute;-Tibet em fevereiro e mar&ccedil;o. Photo by Tanushree Punwani</p>