Noble vai construir terminal de grãos e açúcar em Santos

quarta-feira, 17 de setembro de 2008 15:13 BRT
 

SÃO PAULO, 17 de setembro (Reuters) - O Noble Group, trading com forte presença nos mercados asiáticos, anunciou nesta quarta-feira que vai construir um terminal para embarque de grãos e de açúcar no porto de Santos.

De acordo com nota distribuída pela empresa, que opera seis unidades de armazenamento de grãos e outros produtos no Mato Grosso e no Paraná, além de duas usinas de açúcar e álcool, o terminal terá capacidade estática de armazenar 90 mil toneladas de açúcar e 73 mil toneladas de grãos (soja ou milho).

Previsto para iniciar operação em novembro de 2009, o terminal da Noble contará com esteira com capacidade para três mil toneladas/hora de carregamento e ocupará área arrendada obtida por licitação pública pela Itamaraty, sócio local do empreendimento, com 25 por cento de participação. A Noble ficará com 75 por cento do negócio.

"Esse investimento garante mais eficiência que qualquer outro porto local e permite reduzir custos em escala, além de gerar sinergia para os negócios de grãos e açúcar", afirmou Richard Elman, presidente-executivo do Noble Group, no comunicado.

"Serão também beneficiadas, em virtude da proximidade do porto de Santos, as duas usinas de açúcar que possuímos no Estado de São Paulo, uma delas em fase de construção. Com isso, o nosso açúcar a granel será exportado com mais agilidade. Uma crescente parte de nossa receita é derivada do processo industrial", acrescentou.

A companhia não informou o volume total do investimento para a construção do terminal. O Noble Group já opera outros terminais portuários na América do Sul (Argentina, Peru, Paraguai e Uruguai).

A empresa informou ainda que tem o objetivo de conectar o terminal às plantas de esmagamento de soja do grupo localizadas na China e dar suporte à distribuição de soja e milho na Europa e Oriente Médio.

"Outros investimentos da companhia no Brasil incluem uma planta de processamento e armazenamento de café, um terminal líquido em construção no Maranhão e um empreendimento de adubos que irá fortalecer as operações de intercâmbio de grãos e outros produtos locais como açúcar, café e algodão", acrescentou a nota.

(Por Marcelo Teixeira, Edição de Camila Moreira)