Crise na indústria automotiva cria rumores de fusões

sexta-feira, 17 de outubro de 2008 08:50 BRT
 

Por Marcel Michelson

PARIS, 17 de outubro (Reuters) - A baixa recorde nas vendas de automóveis e a crise financeira estão suscitando novas convesas sobre fusões que envolvem as três maiores montadoras dos Estados Unidos, no que seria uma nova rodada de consolidação global enquanto a deterioração das vendas também impacta fornecedores e lojas de veículos.

A Renault (RENA.PA: Cotações) negou na quinta-feira que esteja em negociações com a Chrysler para comprar a Jeep. Pessoas familiares com as conversas disseram que a empresa de investimentos em companhias Cerberus está negociando a venda de parte ou de todas as operações da Chrysler para o grupo francês e para a General Motors (GM.N: Cotações), enquanto considera uma série de acordos que poderão dividir a terceira maior montadora dos Estados Unidos.

A General Motors, a Ford (F.N: Cotações) e a Chrysler, em busca da maximização de retornos enquanto duelam com um setor doméstico em declínio devido a altos preços do petróleo e à recessão econômica, devem colocar marcas à venda tanto nos Estados Unidos quanto no exterior, ou buscar parcerias para cortar custos de produção.

"Não há negociações. Nós estamos nos focando em lidar com a atual situação do mercado", disse o porta-voz da Renault, Frederique Le Grevesc, à Reuters.

A Renault nomeou Patrick Pelata como vice-presidente operacional, para dar mais tempo para que o presidente-executivo, Carlos Ghosn, foque em estratégia, incluindo fusões e aquisições.

Ghosn também é presidente-executivo da participação de 44 por cento da Renault na subsidiária japonesa e parceira de aliança Nissan Motor (7201.T: Cotações).

Um porta-voz da Nissan se recusou a comentar quaisquer conversas.

Ghosn nunca escondeu seu desejo de ver a Renault retornar aos Estados Unidos, mas o foco da expansão está em mercados emergentes, como a China. Ele disse recentemente que a situação no mercado automotivo norte-americano significava que "algo terá de acontecer" e que nenhum grande negócio seria motivado por de forma oportunista.   Continuação...