BOVESPA-Blue chips sustentam índice no azul, na contramão de NY

sexta-feira, 17 de outubro de 2008 11:56 BRT
 

SÃO PAULO, 17 de outubro (Reuters) - A recuperação das blue chips sustentava a Bolsa de Valores de São Paulo em alta, na contramão de Wall Street nesta sexta-feira.

Ancorado nos ganhos de Petrobras e Vale, justamente as que mais pressionaram o índice na véspera, garantiam o avanço de 1,40 do Ibovespa .BVSP, aos 36.951 pontos. O giro financeiro da sessão era de 1,2 bilhão de reais.

Petrobras (PETR4.SA: Cotações) avançava 4,73 por cento, para 23,20 reais, a reboque da alta no preço do barril de petróleo CLc1 para cima dos 70 dólares.

Vale (VALE5.SA: Cotações) ia na mesma mão, avançando 3,63 por cento, a 23,15 reais. A mineradora informou na véspera que investirá 14,2 bilhões de dólares em 2009, e que vai distribuir 2,69 bilhões de reais em dividendos aos acionistas, além de uma remuneração adicional de 754,3 milhões de reais.

"Essas duas ações tinham caído bastante na véspera e agora estão se recuperando um pouco", disse o diretor da Intrader, Edson Hydalgo Júnior.

O movimento acontece na sessão anterior à do vencimento de opções sobre ações, que acontece na segunda-feira, e que tem as duas ações como referência.

Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3.SA: Cotações) subia 0,17 por cento, a 29,70 reais. Na véspera, o papel já havia decolado 17 por cento, com a divulgação da notícia de que um consórcio liderado por empresas japonesas estava comprando 40 por cento da Namisa, unidade de minério de ferro da CSN. A companhia confirmou a notícia nesta quinta-feira.

Mas o conjunto do mercado refletia a influência das bolsas nova-iorquinas, após novos números decepcionantes da economia dos Estados Unidos. A má notícia do dia foi que a confiança do consumidor no país teve em outubro a maior queda mensal desde a década de 1050. O índice Dow Jones .DJI tinha queda de 0,12 por cento, depois de ter subido mais de 4 por cento na quinta-feira.

O índice também era pressionado por Aracruz ARCZ6.SA, que caía 4,88 por cento, para 3,51 reais, depois que a fabricante de celulose reportar que fechou o terceiro trimestre com prejuízo de 1,64 bilhão de reais, devido a perdas com derivativos. O resultado levou a empresa a cortar em 900 milhões de dólares os investimentos previstos para 2009.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Vanessa Stelzer)