Crise suspende ofertas de Tivit, BNDESPar, Grupo Rede e Alupar

sexta-feira, 17 de outubro de 2008 15:16 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 17 de outubro (Reuters) - A crise financeira internacional afetou mais empresas brasileiras que pretendiam captar recursos no mercado de capitais. Só nesta semana, quatro operações que aguardavam aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) engrossaram a fila de desistências.

Uma delas é a Tivit, companhia de TI do grupo Votorantim, que pela segunda vez em doze meses suspendeu os planos de uma emissão primária e secundária de ações. A primeira tentativa de chegar à Bovespa, anunciado em outubro de 2007, foi suspenso no início deste ano justamente por causa da crise, mas retomada em maio.

Outra operação suspensa foi a da Alupar Investimento, empresa que atua nos ramos de transmissão e geração de energia elétrica, e que pretendia estrear na bolsa com uma emissão primária de units.

A lista também inclui o BNDESPar, braço de partipações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que pretendia captar 1,5 bilhão de reais via debêntures, e voltou atrás.

No início do mês, o grupo Rede Energia, que atua no segmento de distribuição, comercialização e distribuição de energia, já havia desistido da emissão de Certificados de Depósito de Ações (BDR, na sigla em inglês). A locadora de veículos Localiza (RENT3.SA: Cotações) congelou o plano de captar 300 milhões de reais via debêntures.

Com isso, já chega a 40 o número de ofertas de ações que foram suspensas em 2008, sem contar os sete programas de emissão de debêntures que aguardavam aprovação da CVM.

"O mercado para emissões está completamente de cabeça para baixo", disse André Jánszky, sócio do escritório de advocacia Shearman & Sterling no Brasil.

Ainda há cinco pedidos de registro para oferta de ações ou BDRs em análise na autarquia. Dessas, o processo já foi interrompido por três empresas: Empresa de Investimentos em Energias Renováveis, San Antonio Internacional, empresa da área de petróleo e gás controlada pela GP Investments GPIV11.SA, e a Renova Energia.   Continuação...