17 de Outubro de 2008 / às 21:33 / em 9 anos

PETROBRAS adia para final do ano divulgação de plano de negócios

RIO DE JANEIRO, 17 de outubro (Reuters) - A Petrobras adiou para o final do ano a divulgação do seu novo plano de negócios, que vai incluir números sobre os investimentos para o pré-sal, alegando necessidade de avaliar o impacto da crise financeira global.

A decisão foi tomada pelo conselho de administração da companhia, reunido durante todo o dia nesta sexta-feira na sede da Petrobras (PETR4.SA) no Rio. Anteriormente a divulgação estava agendada para este mês.

“O conselho... decidiu adiar a divulgação do Plano de Negócios para o período 2009 - 2012, que estava programada para o corrente mês, até o final do ano, em data a ser definida, em função da necessidade de concluir as análises dos projetos frente às novas condições conjunturais”, informou a empresa em comunicado.

Para o diretor do Instituto Brasileiro de Infra-estrutura Adriano Pires, a decisão de adiar a divulgação do plano foi acertada e a expectativa é de que possíveis cortes terão que ser feitos, principalmente em relação aos mega projetos de refinarias.

“Nesse momento há quase um total desconhecimento da profundidade e da duração da crise, portanto, prudência e cautela devem ser utilizadas na elaboração do plano de investimentos”, disse Pires em seu blog na Internet, nesta sexta-feira.

O plano anterior, de 2008 a 2012, previa investimentos de 112,4 bilhões de dólares.

Segundo Pires, somente em cinco refinarias a estatal planejava investimentos de 40 bilhões de dólares.

“A coisa boa da crise é que projetos de caráter estritamente políticos como a refinaria no Maranhão deverão ser esquecidos por um bom tempo. A grande beneficiária com isso é, sem dúvida, a Petrobras”, acrescentou.

Anunciada antes da Petrobras pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, maranhense, a refinaria do Maranhão está avaliada em 20 bilhões de dólares.

Pires destacou que vários projetos de refino estão surgindo no mundo e que investimentos anunciados na Ásia e Oriente Médio para os próximos anos vão aumentar em 86 por cento a capacidade instalada para produção de derivados de petróleo.

“Mesmo antes de ser deflagrada a crise já tínhamos chamado a atenção de que investir em refino poderia não ser a melhor idéia”, destacou.

Ele defendeu a revisão da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), também pelo excesso de oferta de produtos petroquímicos no mercado, que pode ser um problema futuro para a Petrobras, “principalmente diante da atual crise de liquidez no mercado internacional”, disse o especialista.

Ele afirmou ainda que os projetos do pré-sal deverão ter seus prazos alongados, devido ao preço mais baixo do petróleo, em torno dos 75 dólares.

Por Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

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