Para OI, novo Plano de Outorgas é prova de maturidade do setor

sexta-feira, 17 de outubro de 2008 18:07 BRT
 

SÃO PAULO, 17 de outubro (Reuters) - A Oi TNLP4.SA considerou que o novo Plano Geral de Outorgas (PGO), aprovado na quinta-feira pela Anatel, é "uma conquista da sociedade" e "uma prova da maturidade" atingida pelo setor.

O documento era aguardado para que a Oi possa dar prosseguimento ao processo de compra da Brasil Telecom BRTP4.SA, anunciado em abril deste ano, mas proibido pelo antigo PGO.

Em comunicado, a companhia afirma que o PGO e o Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações (PGR) aprovados "são uma conquista da sociedade, que renovou as perspectivas para o setor de telecomunicações em um processo democrático, marcado por amplo debate público que culminou na sessão aberta realizada nesta quinta-feira".

Na avaliação da Oi, as mudanças aprovadas pelo conselho da agência "produzirão resultados significativos no aumento da concorrência e beneficiarão, sobretudo, os consumidores", que para ela vão colher os frutos da convergência de serviços entre telefonia fixa, móvel e Internet, além da transmissão de vídeos.

A companhia afirma no comunicado que, "para se fortalecer neste ambiente competitivo, a Oi manterá seus investimentos e planos de expansão, com o objetivo de ganhar escala".

Ela também informa que vai prosseguir no processo de aquisição do controle da Brasil Telecom e aguardar os trâmites regulatórios e legais.

O negócio poderá envolver entre 12 bilhões e 13 bilhões de reais. A Oi já gastou algo como 3,4 bilhões de reais na compra de ações preferenciais da Brasil Telecom em bolsa e já captou em torno de 8 bilhões de reais para a aquisição.

A analista Beatriz Battelli, da Brascan Corretora, acredita que a empresa fará uma nova captação de algo como 2,3 bilhões de reais em 2009 para a oferta de tag along aos minoritários.

"Não parece provável que a Oi opte por renegociar o preço da Brasil Telecom pois ela passaria a incorrer no risco de a empresa se tornar alvo de outra empresa do setor", disse ela em relatório.

(Por Taís Fuoco)