Crédito interbancário trava;bancos perguntam "quem é próximo?

segunda-feira, 17 de março de 2008 11:07 BRT
 

Por Mike Dolan and Kirsten Donovan

LONDRES (Reuters) - As operações financeiras e os empréstimos interbancários quase foram interrompidos nesta segunda-feira, com os bancos cada vez mais temerosos em negociar uns com os outros após o quase colapso do banco de investimento Bear Stearns e em meio ao rumor de mais uma rodada de ajuda coordenada pelos bancos centrais.

Com as ações de bancos e o dólar norte-americano despencando, o acesso das instituições financeiras a empréstimos interbancários era medido a conta-gotas. Operadores diziam que o mercado de balcão está altamente discriminatório, dependendo do nome do banco.

As taxas publicadas não eram confiáveis, e analistas disseram que qualquer banco que já não tenha reservado recursos para mais de uma semana vai ter dificuldade em levantar dinheiro.

"O quase colapso do Bear e a aquisição aceleram a crise de liquidez e a crise do mercado aberto", disse Willem Sels, analista da Dresdner Kleinwort, em nota a clientes.

"A aversão dos bancos a risco e a sensibilidade ao risco de contrapartida devem aumentar ainda mais, levando a maior pressão nos hedge funds. Os mercados abertos estão tendo um despertar brutal."

SEM LIQUIDEZ

Pessoas ligadas a bancos disseram que estão tendo dificuldades para avaliar os acontecimentos desde que o Federal Reserve de Nova York anunciou, na sexta-feira, que estava auxiliando o Bear Stearns via JPMorgan . A preocupação intensa com a estabilidade e a solvência de outras instituições financeiras secou os volumes no mercado de crédito.

Em uma tentativa de minimizar o contágio, e em conjunto com a venda em liquidação do Bear Stearns para o JPMorgan, o Fed cortou no domingo a taxa de redesconto em 0,25 ponto percentual, para 3,25 por cento, e anunciou outra série de medidas de liquidez.   Continuação...