Betancourt estaria livre sem ataque às Farc, diz marido

segunda-feira, 17 de março de 2008 15:13 BRT
 

SANTIAGO (Reuters) - O marido da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt disse na segunda-feira que a ex-candidata à Presidência poderia estar livre se a Colômbia não tivesse bombardeado um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador. No ataque, morreu o segundo maior líder guerrilheiro.

Em uma coletiva de imprensa em Santiago, Juan Carlos Lecompte acrescentou que aposta nas intervenções do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para libertar Betancout, que foi sequestrada pelas Farc há mais de seis anos.

No ataque ao acampamento das Farc no Equador, ocorrido em 1o de março, morreu um dos líderes da guerrilha conhecido como Raúl Reyes.

"Se não tivessem matado este guerrilheiro, ela até poderia estar livre, porque entre 14 e 15 de março libertaram mais 12 sequestrados. Minha esposa esteve entre eles", disse Lecompte a jornalistas no Chile, onde se reúne na terça-feira com a presidente Michelle Bachelet.

As Farc fizeram neste ano duas libertações unilaterais mediadas por Chávez. No total, seis políticos foram soltos pelo maior grupo guerrilheiro da Colômbia.

Lecompte lamentou o atraso na libertação de mais reféns devido à morte de Reyes, o que também provocou uma forte crise diplomática entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela.

Contudo, ele demonstrou que tem esperança de que as negociações "sigam pelo bom caminho em que iam".

"Nós apostamos nas mediações de Hugo Chávez porque é o único que obteve resultados. Chávez é a única pessoa no mundo a quem a guerrilha escuta", disse Lecompte a jornalistas no Chile.

(Reportagem de Mónica Vargas)

REUTERS MR

 
<p>Betancourt estaria livre sem ataque &agrave;s Farc, diz marido. Carlos Lacompte, marido da ref&eacute;m franco-colombiana Ingrid Betancourt, disse que a ex-candidata &agrave; Presid&ecirc;ncia poderia estar livre se a Col&ocirc;mbia n&atilde;o tivesse bombardeado um acampamento das Farc no Equador. 17 de mar&ccedil;o. Photo by Victor Ruiz Caballero</p>