March 17, 2008 / 8:51 PM / 9 years ago

Temor com bancos cresce nos EUA e Bovespa despenca 3,2%

3 Min, DE LEITURA

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão desta segunda-feira em forte queda, refletindo o temor internacional de que mais instituições financeiras dos Estados Unidos enfrentem crise de liquidez.

O Ibovespa teve baixa de 3,2 por cento, aos 60.011 pontos. O volume de negócios somou 6,99 bilhões, inflado pelo tímido exercício de opções de 581,6 milhões de reais.

Segundo profissionais do mercado, a compra do Bear Stearns pelo JP Morgan e a adoção de medidas adicionais do Federal Reserve para prover liquidez a instituições financeiras dos EUA, anunciadas no domingo, acirraram os temores de que a crise de crédito no país possa se alastrar.

No meio do dia, as ações do Lehman Brothers, instituição que na semana passada captou 2 bilhões de dólares para garantir liquidez, chegaram a cair 43 por cento.

Diante de um horizonte ainda mais incerto para a economia norte-americana, investidores estrangeiros decidiram desmontar posições em ações de empresas domésticas, a começar por Petrobras e Vale, as de maior liquidez, disseram especialistas.

"A Bovespa tinha caído bem menos do que as bolsas de Nova York no ano. Agora, o mercado está realinhando preços", disse Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora.

Até sexta-feira, o Ibovespa acumulava perda de 3 por cento em 2008, enquanto a baixa do índice industrial Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, era de 10 por cento no período.

O Dow Jones recuperou-se no final da tarde e fechou em alta de 0,18 por cento.

Blue Chips Lideram Perdas

Os papéis de Petrobras e Vale, que vinham resistindo a quedas mais pronunciadas, foram os principais alvos de venda.

Os papéis ordinários da mineradora desabaram 6,1 por cento, a 55,33 reais, enquanto os da petroleira caíram 5,3 por cento, a 89,00 reais, liderando as perdas do Ibovespa.

A queda de mais de 4 por cento da cotação do barril de petróleo do tipo WTI também pesou sobre a Petrobras, cujos papéis preferenciais recuaram 3,8 por cento, a 73,83 reais.

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