17 de Março de 2008 / às 15:28 / 9 anos atrás

Indústria nos EUA se junta a cenário de crise

Por Burton Frierson

NOVA YORK (Reuters) - O setor industrial dos Estados Unidos recebeu mais notícias amargas nesta segunda-feira, com o índice manufatureiro de Nova York caindo para uma nova mínima em março depois que a produção nacional despencou em fevereiro.

O índice "Empire State" do Fed de Nova York sobre as condições empresariais recuou para -22,23 em março --leitura mais baixa desde que o indicador foi lançado, em julho de 2001-- após ter registrado menos 11,72 em fevereiro.

Um outro relatório mostrou que a produção industrial caiu 0,5 por cento em fevereiro --maior queda mensal desde outubro-- depois de ter subido 0,1 por cento em janeiro. Os dados também revelaram que as minas, fábricas e empresas de serviços públicos operaram no ritmo mais lento em mais de dois anos.

Os números deram suporte à idéia de que os Estados Unidos já estão em recessão, ainda que não se saiba sua profundidade.

"Olhe, todas as estatísticas econômicas estão desabando. Esse é simplesmente um sinal de quão profunda será essa recessão", disse Brian Fabri, economista-chefe para os Estados Unidos do BNP Paribas, em Nova York.

O relatório Empire State mostrou, além disso, problemas no cenário da inflação. O componente de preços pagos subiu em março de 47,37 para 50,56.

Mas o relatório sobre a produção industrial sugeriu que a desaceleração da atividade pode mitigar parte da preocupação com as pressões sobre os preços. A utilização da capacidade instalada, medida da ocupação das indústrias, caiu de 81,5 para 80,9 por cento em fevereiro.

É a menor taxa desde novembro de 2005, e está bem abaixo da previsão de economistas --81,3 por cento.

FIO DE ESPERANÇA?

Para aqueles que procuravam por uma luz no fim do túnel, dados sugeriram que a desaceleração da economia e a queda do dólar podem ajudar a consertar anos de estragos na balança comercial dos Estados Unidos.

O déficit em transações correntes do país diminuiu inesperadamente no quarto trimestre, para 172,9 bilhões de dólares, depois de ter registrado, de acordo com dados revisados, 177,4 bilhões de dólares no trimestre anterior, segundo o Departamento de Comércio.

Analistas esperavam que o déficit em transações correntes aumentasse para 184,1 bilhões de dólares, de acordo com pesquisa da Reuters. O déficit do quarto trimestre foi igual a 4,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), contra 5,1 por cento no terceiro trimestre.

O dado de transações correntes é a medida mais completa do comércio dos Estados Unidos com o restante do mundo, e inclui produtos, serviços e fluxos de capital.

No entanto, a entrada líquida de capital para os Estados Unidos se reduziu fortemente para 37,4 bilhões de dólares em janeiro, após ter ficado em 72,7 bilhões de dólares em dezembro, segundo o Tesouro.

As entradas de janeiro não foram suficientes para cobrir o déficit comercial do mês, de 58,20 bilhões de dólares. Economistas dizem que isso é necessário para dar suporte ao dólar no longo prazo.

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