Atrás de Obama, Hillary lança novas propostas sobre economia

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 15:55 BRT
 

DEPERE, EUA (Reuters) - Hillary Clinton, pré-candidata do Partido Democrata às eleições presidenciais nos EUA, divulgou na segunda-feira um novo "Plano Econômico" com medidas para ajudar a classe trabalhadora do país em meio a seus esforços para ultrapassar o também pré-candidato Barack Obama, que se tornou o líder da corrida pela vaga democrata.

O pacote retoma idéias já apresentadas por Hillary, tais como declarar uma moratória de 90 dias para a execução de hipotecas de alto risco, cancelar os benefícios fiscais dados a empresas de petróleo para investir esse dinheiro em programas de energia limpa e impor limites às empresas de cartão de crédito, incluindo um piso máximo para os juros.

"Nos últimos sete anos, as grandes empresas e alguns grupos específicos receberam um passe livre para lucrarem, geralmente às custas do trabalhador norte-americano", afirmou o panfleto de Hillary.

"Como presidente, Hillary elegerá como prioridade cancelar benefícios e subsídios especiais dados a essas empresas e aplicar esses recursos para trabalharem novamente a favor de nossa economia."

O panfleto deve ser distribuído nos eventos de campanha enquanto a pré-candidata tenta conquistar a vaga do Partido Democrata para as eleições de novembro.

Além do impresso sobre a economia, os discursos de Hillary nesses últimos dias passaram a divulgar uma nova mensagem, mais populista e de combate ao setor empresarial, a respeito da economia, lembrando a postura adotada pelo ex-pré-candidato John Edwards.

O comitê de campanha dela espera que essa nova oratória renda bons frutos junto à fatia do eleitorado de Wisconsin e de Ohio formada por trabalhadores.

Wisconsin realiza suas prévias na terça-feira. Ohio, onde há muita preocupação com as questões econômicas devido ao corte nas vagas de trabalho nos últimos anos, representa um Estado no qual Hillary precisa vencer.

Tanto Hillary quanto Obama encontraram-se com Edward para tentar conquistar o apoio dele. O ex-senador pelo Estado da Carolina do Norte fez do combate aos interesses empresariais e à pobreza temas centrais de sua campanha para tentar obter a vaga do Partido Democrata no pleito presidencial.