18 de Março de 2008 / às 21:14 / 9 anos atrás

Fed convence mercado e Bovespa sobe 3,2%

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A reboque da surpreendente reação dos mercados internacionais a um corte de juro menor que o esperado nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores de São Paulo acelerou o ritmo de valorização no final dos negócios desta terça-feira.

O Ibovespa fechou com avanço de 3,2 por cento, aos 61.932 pontos, na máxima do dia. O volume de negócios atingiu 5,5 bilhões de reais.

A disparada de ordens de compra seguiu-se à decisão do Federal Reserve de cortar o juro básico norte-americano em 0,75 ponto percentual, para 2,25 por cento ao ano.

Como a aposta do mercado era de uma redução de 1,0 ponto percentual, a reação imediata das bolsas foi reduzir a alta. Logo depois, porém, os índices reagiram com ainda mais força, buscando novas máximas.

Na Bolsa de Valores de Nova York, o índice Dow Jones avançou 3,5 por cento, enquanto o S&P 500 deu um salto de 4,24 por cento. Foi o melhor dia em cinco anos.

Profissionais do mercado encontraram diferentes explicações para o movimento. Uma delas foi a de que a decisão do Fed, embora menos satisfatória do que o esperado, não ofuscou o brilho da divulgação de resultados melhores do que as estimativas dos bancos Lehman Brothers e Goldman Sachs.

"A alta dos índices tem menos a ver com o Fed e mais com os resultados dos bancos", disse Marcelo Voss, economista da Liquidez DTVM.

DESTAQUES

Outra lógica levantada foi a de que o teor do comunicado do Fed divulgado junto com o corte do juro, embora bem mais pessimista do que o da reunião anterior, mostrou que a autoridade monetária está desvinculando a política monetária da crise de crédito enfrentada nos Estados Unidos.

"O Fed mostrou que pretende atacar o problema do crédito no sistema financeiro utilizando ferramentas para prover liquidez ao sistema e não a política monetária", afirmou Gabriel Goulart, sócio da Mercatto Gestão de Recursos.

Essa análise, diz Goulart, está mais em linha com a avaliação de economistas de bancos, de que cortes seguidos de juros seriam ineficazes para combater os efeitos da crise no setor imobiliário norte-americano, que tem criado problemas de solvência entre bancos do país.

"O Fed estava agindo a reboque do mercado. Agora mostrou que está reassumindo o controle", avaliou.

Entre as líderes de ganhos do Ibovespa, as ações preferenciais da Lojas Americanas subiram 8,5 por cento, a 14,25 reais. As preferenciais da Oi avançaram 8,4 por cento, valendo 42,70 reais.

Dentre as blue chips, os papéis preferenciais da Vale tiveram ganho de 2,6 por cento, para 47,70 reais, enquanto os preferenciais da Petrobras tiveram elevação de 1,5 por cento, cotadas a 74,95 reais.

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