18 de Setembro de 2008 / às 21:27 / 9 anos atrás

BOVESPA-Esperança de solução para crise faz índice disparar 5,5%

(Texto atualizado com mais informações e fechamento oficial da bolsa)

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 18 de setembro (Reuters) - A simples expectativa em torno de um plano do Tesouro dos Estados Unidos para fazer frente à crise financeira do país produziu uma onda de esperança na Bolsa de Valores de São Paulo que, à sombra de Wall Street, teve a terceira maior alta em 2008.

No final de outro dia de volatilidade permanente e elástica, o Ibovespa .BVSP fechou com valorização de 5,48 por cento, aos 48.422 pontos. Foi o maior ganho diário desde que o Brasil obteve o investment grade, em 30 de abril.

O sobe-e-desce mais uma vez contribuiu para turbinar o giro financeiro do pregão, desta vez somando 7,52 bilhões de reais.

Informações dando conta de que o governo norte-americano pretende criar um fundo para absorver os títulos podres das instituições que estão no olho do furacão da crise de crédito no país deram um alento aos investidores.

Mesmo não tendo sido confirmada oficialmente, a informação estancou o pânico dos investidores, feito que nem o salvamento de colossos financeiros como AIG, Fannie Mae e Freddie Mac, nem a ação coordenada de bancos centrais para injetar centenas de bilhões de dólares para prover liquidez ao mercado conseguiram.

“A ação dos BCs resolve só a necessidade de liquidez de curtíssimo prazo. O que o mercado espera é uma solução para sanar a doença”, disse Alexandre Póvoa, diretor do Modal Asset Management.

Em Wall Street, o fiozinho de esperança foi o suficiente para empurrar os investidores de volta à ponta compradora, especialmente de papéis do setor financeiro, que carregaram o índice Dow Jones .DJI para uma alta de 3,86 por cento, a maior desde outubro de 2002.

A Bovespa seguiu essa reviravolta com tanta intensidade que os investidores ignoraram completamente o que passou no mercado doméstico de câmbio, onde o dólar teve a maior alta desde agosto de 2007, exigindo do Banco Central o compromisso de voltar a ofertar lotes da moeda norte-americana. O primeiro desses novos leilões ocorre na sexta-feira.

“Desta vez, cada mercado se comportou como se tivesse vida própria”, disse Luiz Gustavo Medina, sócio da M2 Investimentos.

Atento a Nova York, os investidores despejaram ordens de venda de ações de empresas com maior liquidez na bolsa brasileira, justamente as que mais caíram nos últimos dias.

Assim, Petrobras (PETR4.SA) deu um salto de 8,05 por cento, para 32,20 reais, seguida de perto por Vale (VALE5.SA), com uma disparada de 7,45 por cento, valendo 34,60 reais.

Com reportagem adicional de Filipe Pacheco; Edição de xxxx xxxx

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