September 18, 2008 / 11:24 AM / in 9 years

Lloyds fecha acordo de US$22 bi para resgatar HBOS

3 Min, DE LEITURA

Por Steve Slater

LONDRES (Reuters) - O banco britânico Lloyds fechou nesta quinta-feira, com ajuda do governo, acordo para resgatar o HBOS por 22 bilhões de dólares e criar um banco de hipotecas e poupanças dominante na Inglaterra.

Uma mudança na lei de concorrência garantiu que o aperto de crédito não fizesse nova vítima, depois que as ações do HBOS despencaram na semana passada por temores de que a instituição vinha tendo dificuldades para levantar fundos.

O Lloyds ofereceu 0,83 de suas ações por cada uma do HBOS, um ágio de 58 por cento sobre o fechamento de quarta-feira. O acordo avalia o HBOS em 12,2 bilhões de libras (21,7 bilhões de dólares), apenas 25 por cento do que valia um ano atrás.

Às 8h11 (horário de Brasília), as ações do HBOS subiam mais de 50 por cento, enquanto as do Lloyds avançavam 5,8 por cento.

"Nós esperávamos que o HBOS teria dificuldade para obter lucro até 2010, mas não esperávamos que ele poderia cair como vítima da crise de crédito", disse Sandy Chen, analista da Panmure Gordon.

O Lloyds declarou que espera que o acordo impulsione seu lucro anual acima de 1 bilhão de libras por ano até 2011, através da redução de custos, e seu lucro por ação acima de 20 por cento por ano.

A redução de custos poderia ser até maior e a instituição pode estar tentando evitar polêmica com fechamento de filiais e cortes de empregos, disseram analistas.

O presidente-executivo do Lloyds, Eric Daniels, manterá o cargo no novo grupo e Victor Blank continuará como presidente do conselho. Outras posições, incluindo a do presidente executivo do HBOS, Andy Hornby, não foram decididas.

Os investidores do Lloyds vão possuir 56 por cento do grupo combinado.

O governo da Grã-Bretanha declarou que pretende facilitar a aprovação regulatória da aquisição --apesar do novo grupo ter 28 por cento de participação no mercado de hipotecas-- para assegurar a estabilidade do sistema financeiro britânico.

Alistair Darling, ministro das Finanças da Grã-Bretanha, afirmou que apóia totalmente a operação.

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