CONSOLIDA-Morgan Stanley negocia, queda de ações continua

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 15:31 BRT
 

Por Christian Plumb

NOVA YORK, 18 de setembro (Reuters) - O Morgan Stanley lidera a lista de grandes instituições financeiras que lutam para encontrar um comprador, à medida que suas ações despencaram mais mais de 19 por cento. Enquanto isso, bancos centrais disponibilizavam 180 bilhões de dólares em recursos para acalmar os mercados de ações e de crédito.

As negociações do Morgan Stanley (MS.N: Cotações) com o Wachovia Corp WB.N entraram em estágio formal, segundo declaração de uma fonte próxima da instituição Stanley nesta quinta-feira.

O segundo maior banco de investimento dos Estados Unidos, cujas ações já caíram 58 por cento neste mês, também iniciou conversas com o fundo soberano chinês a respeito de um aumento de participação acionária, de acordo com uma fonte, acompanhando o investimento de 5 bilhões de dólares feito no final do ano passado.

O HSBC (HSBA.L: Cotações)(0005.HK: Cotações) foi citado pela CNBC como um outro comprador potencial para o Morgan Stanley, mas uma fonte afirmou que que o banco "não está interessado".

O Morgan Stanley e seu grande rival Goldman Sachs, o maior banco de investimento independente que sobrevive em Wall Street, estão enfrentando preocupações de que a crise de crédito possa restringir o financiamento de curto-prazo, em que as instituições tradiconalmente confiavam. A base de depósito de um banco comercial pode ser uma alternativa mais segura, dizem analistas.

As ações do Morgan Stanley caíam 4,19 dólares para 17,50 dólares, enquanto as do Goldman recuavam 9 por cento para 104 dólares, diante do aumento das preocupações sobre a viabilidade do modelo de negócios do banco de investimento.

"Enquanto o problema do Morgan no mercado for a preocupação com seu financiamento de curto-prazo, a fusão não vai criar novos depósitos; a maioria das companhias associadas ainda vai requerer fundos baseados no mercado", afirmou em nota Edward Najarian, analista da Merrill Lynch.

"Dessa maneira, é difícil para nós perceber um benefício estratégico para o Morgan Stanley, que iria se fundir com o banco mais fraco dos cinco maiores norte-americanos e de maior risco de crédito relacionado a seu capital real", acrescentou.   Continuação...