23 de Outubro de 2007 / às 03:46 / em 10 anos

Brasileiro vai às compras e varejo comemora

Por Renato Andrade

SÃO PAULO (Reuters) - O comércio brasileiro completou em agosto oito meses consecutivos de aumento nas vendas, garantindo assim um forte ritmo de expansão da atividade econômica no país.

De acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgado nesta quinta-feira, o volume de vendas no varejo em agosto ficou 0,7 por cento acima do registrado em julho, superando a mediana das projeções de economistas consultados pela Reuters, que indicava avanço de 0,2 por cento.

Na comparação com agosto do ano passado, o aumento foi ainda maior: 9,9 por cento. A variação também superou a mediana das projeções, que apontava para avanço de 8,5 por cento.

Em termos de receita, o aumento mensal foi de 1,3 por cento e de 13,2 por cento na comparação anual.

“O comércio está muito bem e não tem do que reclamar. Resultado bem distribuído entre todos os setores”, afirmou Otávio Aidar, economista da Rosenberg & Associados.

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou um aumento nas vendas de 6,4 por cento na comparação com agosto do ano passado. O setor, com isso, respondeu por 34 por cento da taxa de crescimento verificado pelo varejo no período, informou o IBGE em comunicado.

NO TOM CERTO

Os dados do varejo consolidam o que economistas do mercado e integrantes do Banco Central vêm ponderando há meses: a atividade econômica no país segue em ritmo forte e é puxada, em boa medida, pela população que resolveu ir às compras.

“A decisão do Copom de parada técnica do corte do juro, anunciada ontem, apenas antecipou a indicação de que a economia avança firme e não é apenas o comércio”, afirmou Sérgio Vale, economista da MB Associados.

Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária decidiu interromper, depois de dois anos, o ciclo de corte do juro, mantendo, por unanimidade, a Selic em 11,25 por cento ao ano.

Nos últimos meses, o comitê vem destacando nas atas de suas reuniões que o ritmo de atividade no país é forte e deve ser manter acelerado por conta da expansão do emprego, da renda e do crédito, o que gera preocupações sobre possíveis efeitos sobre a inflação.

De janeiro a agosto, as vendas no varejo brasileiro cresceram 9,7 por cento, enquanto as receitas ficaram 11 por cento maiores.

Nos últimos 12 meses, o volume de vendas acumula um ganho de 9 por cento. As receitas, por sua vez, cresceram no período 9,9 por cento, informou o IBGE.

Para Otávio Adar, os resultados do comércio mostram que as preocupações do Copom sobre o ritmo de atividade não eram “sem motivo”.

“E só podemos esperar que o comércio continue puxando a indústria”, acrescentou.

Reportagem adicional de Angela Bittencourt

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