ESPECIAL-Construção civil deve ter mais consolidação em 2008

sexta-feira, 19 de outubro de 2007 16:17 BRST
 

Por Maurício Savarese

SÃO PAULO, 19 de outubro (Reuters) - Setor altamente fragmentado, a construção civil deve passar por mais consolidação em 2008, avaliam executivos da indústria. A expectativa, porém, é que fusões e aquisições envolvendo empresas do segmento listadas na bolsa levem um pouco mais de tempo para acontecer.

Atualmente, o ramo imobiliário está representado por mais de 20 companhias na Bolsa de Valores de São Paulo, que encontraram no mercado de capitais uma forma de financiar a expansão em meio ao crescimento do setor.

Desde 2003, quando a construção civil começou a se recuperar após mais de uma década de estagnação, as empresas foram às compras de companhias rivais e complementares ao seu negócio, para, por exemplo, ampliar os segmentos de atuação para além de moradias destinadas à classe alta.

Nesta semana, a incorporadora Klabin Segall KSSA3.SA comprou por quase 100 milhões de reais a construtora Setin, com atuação no segmento econômico de habitações.

A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) CCIM3.SA adquiriu no final de agosto a construtora HM com a meta de dobrar o número de lançamentos voltados a classes mais baixas em 2008, para 1,2 bilhão de reais.

"Faz sentido ter a mesma construtora (para atender a todos os segmentos), sempre para diminuir custos nos projetos de baixa renda", afirmou à Reuters o diretor de Finanças e Relações com Investidores da CCDI, Paulo Mazzali.

O executivo espera mais anúncios de aquisições na indústria de construção civil com esse foco: o de complementação do portfólio de negócios. Apesar disso, Mazzali não antevê para breve consolidação entre as 22 empresas do setor que atualmente têm ações negociadas na bolsa.

A opinião é compartilhada pelo presidente da Gafisa (GFSA3.SA: Cotações), Wilson Amaral, que aposta em "compras técnicas" no ano que vem.   Continuação...