PSOL abre representação contra Azeredo e a sexta contra Renan

quinta-feira, 18 de outubro de 2007 17:31 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O PSOL ingressou nesta quinta-feira com uma representação por quebra de decoro parlamentar contra os senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

O partido pede a cassação do mandato de Azeredo por seu envolvimento no chamado mensalão mineiro, suposto uso de caixa 2 em sua campanha à reeleição para o governo de Minas Gerais, em 1998.

O esquema de arrecadação ilegal de recursos, nos mesmos moldes posteriormente repetidos pelo PT, foi intermediado pela SMP&B, a agência do publicitário Marcos Valério.

A representação contra Azeredo pode não prosperar pelo fato das denúncias se referirem a um período em que ele ainda não era senador.

"Não temos a menor dúvida de que o destino da representação contra o senador Azeredo será o mesmo da representação de Gim Argelo... se isso acontecer vamos de novo ao Supremo", disse a presidente do PSOL, Heloísa Helena, referindo-se à representação do partido contra o senador do PTB do Distrito Federal, por envolvimento em esquema de desvio de dinheiro público, rejeitada pelo Senado.

A nova representação contra Renan Calheiros é a sexta que atinge o presidente licenciado do Senado. O partido se baseou em matéria do jornal O Estado de S. Paulo de que Renan teria destinado emenda parlamentar para empresa fantasma.

"Infelizmente, somos obrigados a entrar com mais uma representação contra o senador que insiste em não ter trato com o dinheiro publico.... é o nosso papel, caso contrário estaríamos prevaricando", disse Heloísa Helena.

O presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), ainda não nomeou o relator para a quinta representação contra Renan, que trata da acusação de estar por trás de um esquema para espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO).

Quintanilha queixou-se do que classificou de excesso de representações.

"Temos nomes em vista mas nenhuma confirmação. Nosso trabalho começa a se complicar porque somos apenas 15 parlamentares no Conselho. Estão banalizando as representações."