SAIBA MAIS-Crise global mês a mês e os efeitos no Brasil

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 15:31 BRT
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 18 de setembro (Reuters) - A crise internacional bateu à porta dos mercados brasileiros. Pouco mais de um ano após os primeiros sinais de ruptura no setor financeiro global, período em que o Brasil recebeu o sonhado grau de investimento, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) .BVSP patina abaixo dos 50 mil pontos e o dólar BRBY supera 1,90 real.

Acompanhe abaixo as idas e vindas do mercado brasileiro nos principais momentos da crise.

JULHO/2007 - Setor imobiliário dos Estados Unidos dá o primeiro grande susto. Em 26 de julho, hedge funds australianos com exposição a crédito imobiliário de alto risco (subprime) suspendem os resgates. A Bovespa cai quase 4 por cento no dia, a 53.893 pontos, e o dólar sobe mais de 3 por cento, a 1,928 real. O Tesouro Nacional cancela leilões de títulos.

AGOSTO/2007 - O banco francês BNP Paribas também congela fundos e prova que a crise pode causar um estrago global. O dólar, que começou o mês na casa de 1,89 real, supera 2 reais e obriga o Banco Central a suspender as compras diárias a partir do dia 14. A resposta do Federal Reserve, com corte surpresa do redesconto e injeções de liquidez, alivia Wall Street e ajuda a Bovespa a sustentar alta de 0,84 por cento no mês, a cerca de 54.637 pontos.

SETEMBRO/2007 - Primeira vítima da crise vem à tona, na Europa: a financeira Northern Rock pede socorro ao Banco da Inglaterra. Mas os bancos centrais estão rápidos no gatilho, e não deixam o mercado desanimar. O Fed começa a cortar a taxa básica de juros. A Bovespa fecha o mês no azul, acima de 60 mil pontos. O dólar cai a 1,83 real.   Continuação...