BCE e Banco da Inglaterra despejam recursos para aliviar crise

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 11:50 BRST
 

Por Mike Peacock

LONDRES, 18 de dezembro (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra despejaram recursos nos mercados monetários nesta terça-feira, enquanto o presidente do BC britânico alertou para uma possível desaceleração "auto-alilmentada" do crédito.

O Banco da Inglaterra cobrou uma taxa mínima de 5,36 por cento na oferta de 10 bilhões de libras por 3 meses. A operação fez parte da ação coordenada com outros bancos centrais para aliviar as tensões no mercado com a oferta de dinheiro a taxas mais favoráveis.

O dinheiro foi tomado, ainda que a demanda tenha sido fraca. Leilões anteriores com características semelhantes haviam falhado, já que o Banco da Inglaterra havia definido uma taxa mínima acima da taxa padrão de empréstimos e nenhum banco queria ser visto como um desesperado por recursos.

"Nas últimas quatro semanas, os próprios bancos se preocuparam com o impacto da relutância que tiveram em emprestar, que pode levar a uma desaceleração mais forte nos Estados Unidos", disse o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, a uma comissão parlamentar.

"Essa é uma preocupação séria porque mantém a projeção de que haverá uma desaceleração auto-alimentada no crédito e na atividade."

O BCE retirou o limite máximo que costuma colocar nos empréstimos para os bancos na operação de refinanciamento desta terça-feira, oferecendo recursos de duas semanas para garantir que as taxas de juros fiquem perto da meta de 4 por cento.

Os bancos aproveitaram a oportunidade, pedindo 348,6 bilhões de euros (500 bilhões de dólares) a uma taxa mínima de 4,21 por cento. As taxas interbancárias Euribor de duas semanas EURIBOR2WD= recuaram fortemente em resposta à operação.

A oferta foi a primeira, desde o agravamento da crise de crédito em 9 de agosto, em que o BCE concordou em atender toda a demanda dos bancos acima de uma certa taxa.   Continuação...