Iêmen prende 30 depois de ataque à embaixada dos EUA

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 08:37 BRT
 

DUBAI (Reuters) - As autoridades do Iêmen prenderam 30 suspeitos de envolvimento com a Al Qaeda, depois de um ataque à embaixada norte-americana na capital do país, Sanaa, informou uma fonte de segurança na quinta-feira.

Dois carros-bomba deram início a uma série de explosões do lado de fora da embaixada norte-americana no Iêmen na quarta-feira, matando 16 pessoas, incluindo seis agressores. Os mortos eram todos iemenitas, exceto uma indiana que passava pelo local quando as explosões aconteceram.

"As autoridades de segurança querem investigar se os suspeitos têm alguma ligação com os ataques de quarta-feira", disse a fonte de segurança.

Uma fonte de segurança do Iêmen disse à Reuters que Washington mandará investigadores para ajudar o Iêmen a apurar o caso.

As fontes também disseram que os agressores usavam uniformes militares e estavam em veículos parecidos com os utilizados pela forças de segurança do Iêmen.

O Departamento de Estado norte-americano disse na quarta-feira que os ataques têm "todos as marcas registradas" da Al Qaeda, mas não concluiu ainda se o grupo foi mesmo o responsável.

Um grupo chamado Jihad Islâmica no Iêmen, que não tem relação com o grupo palestino de nome parecido, assumiu a autoria do ataque e ameaçou fazer o mesmo em outras embaixadas, como a da Grã-Bretanha, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, a não ser que o Iêmen liberte membros do grupo que estão na prisão.

"Vamos continuar com a série de ataques às outras embaixadas citadas anteriormente, até que nossas exigências sejam atendidas pelo governo iemenita", disse o grupo na quarta-feira.

O porta-voz da embaixada norte-americana disse que seu prédio continuará de portas abertas, desmentindo uma reportagem da TV Al Jazeera, que havia dito que os Estados Unidos fechariam sua embaixada no Iêmen devido ao ataque.

(Por Mohammed Sudam, Raissa Solowsky e Lin Noueihad)