CÂMBIO-Dólar anula queda e fecha perto da estabilidade

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 16:35 BRST
 

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO, 18 de dezembro (Reuters) - O dólar fechou em leve alta nesta terça-feira, contabilizando sua quinta valorização consecutiva, em meio ao persistente temor com a crise do crédito global e com a desaceleração da economia dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana BRBY subiu 0,06 por cento, a 1,814 real. Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,89 por cento.

O dólar passou grande parte da sessão operando em queda, aproveitando a melhora no humor dos mercados internacionais. A injeção de 500 bilhões de dólares do Banco Central Europeu (BCE) e o anúncio de bons resultados do banco de investimento Goldman Sachs conseguiram acalmar um pouco o mercado.

Mas o ânimo não durou. O próprio Goldman pediu cautela aos investidores e afirmou que o pior da crise pode ainda estar por vir, reacendendo o temor com a crise do crédito e turvando os mercados norte-americanos.

Mario Paiva, analista de câmbio da Corretora Liquidez, avaliou que a abertura positiva dos mercados, foi um "repique técnico" da forte queda da véspera. "(E) a virada nada mais é que a continuação da aversão ao risco."

"O mercado está passando por um momento de muita cautela e muita observação", disse Paiva, analisando que a crise do crédito aliada ao dólar desvalorizado em todo o mundo e aos altos preços do petróleo formam uma combinação "bastante desagradável aos olhos do mercado".

"O temor de uma recessão permanece", disse Julio César Vogeler, operador de câmbio da Corretora Didier Levy, acrescentando que essa incerteza do investidor dá ao mercado "essa volatilidade muito grande".

Segundo Vogeler, o mercado está procurando avaliar as diversas notícias que recebeu, como a inflação que está ameaçando as esperanças do investidor em relação a novos cortes da taxa de juros do Federal Reserve e o leilão de crédito temporário na Europa em uma ação coordenada pelos principais bancos centrais.

No mercado local, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólar no fim da manhã, definindo a taxa de corte a 1,8038.

(Edição de Alexandre Caverni)