Lucro do Goldman sobe mas ações recuam por cautela com futuro

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 16:33 BRST
 

Por Joseph A. Giannone

NOVA YORK (Reuters) - O Goldman Sachs divulgou nesta terça-feira que o lucro do quarto trimestre fiscal subiu 2 por cento, superando expectativas e coroando um ano recorde. Mas as ações do banco de investimentos caíam após a instituição ter alertado que os mercados permanecerão desafiadores no futuro próximo.

A maior corretora do mundo em valor de mercado anunciou que o lucro líquido subiu para 3,22 bilhões de dólares, ou 7,01 dólares por ação, no trimestre encerrado em 30 de novembro, ante 3,15 bilhões de dólares, ou 6,59 dólares, no mesmo período do ano anterior.

A receita líquida subiu 14 por cento, para 10,74 bilhões de dólares, à medida que maiores taxas de consultorias de fusões e resultados fortes de negociações de dívidas ajudaram o Goldman a fugir do aperto de crédito que tem afetado Wall Street.

O resultado do Goldman ficou acima das expectativas de analistas, que previam lucro de 6,68 dólares por ação no quarto trimestre fiscal. Mesmo assim, as ações do Goldman recuavam quase 4 por cento às 16h32 (horário de Brasília), após a instituição ter indicado que a situação nos mercados de corretagem e nos negócios de banco de investimentos tornariam o crescimento do lucro algo desafiador.

"Estamos cautelosos sobre o panorama de curto prazo de nossos negócios, já que vemos temos visto a continuidade da volatilidade em alguns mercados de capitais no mundo", disse o vice-presidente financeiro do Goldman, David Viniar, em uma teleconferência com jornalistas. A previsão cautelosa do Goldman, combinada com a queda de 12 por cento no lucro do Lehman Brothers divulgada na semana passada, pesava sobre outras ações do setor financeiro em Nova York.

O Morgan Stanley, que divulga seus resultados na quarta-feira, também amargava forte desvalorização de seus papéis.

LUCRO ANUAL RECORDE

O resultado do ano foi recorde para o Goldman Sachs, que gerou um retorno de 33 por cento nas ações apesar da turbulência nos mercados de crédito e uma crise na atividade de aquisições alavancadas. E enquanto o resto de Wall Street registrou bilhões de dólares em baixas contábeis por conta de crédito e hipotecas, as depreciações de ativos pelo Goldman foram modestas.   Continuação...