Mercado aproveita para fazer ajuste e Bovespa sobe 2,1%

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 18:56 BRST
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O mercado de ações brasileiro viveu uma gangorra nesta terça-feira, encerrando em alta expressiva depois de tocar por breves momentos o terreno negativo e operar com leves altas durante a tarde, embalado pelas idas e vindas das bolsas de valores norte-americanas.

Tendo como pano de fundo os temores de que a economia dos Estados Unidos desacelere, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o dia positivo em 2,12 por cento, aos 61.096 pontos, após na véspera ter registrado a terceira pior queda do ano. O volume financeiro foi de 6,2 bilhões de reais.

A atuação do Banco Central Europeu (BCE), que injetou 500 bilhões de dólares no mercado interbancário, e o lucro acima do esperado da Goldman Sachs trouxe certo alívio ao mercado e permitiu no Brasil ajuste de alguns preços de ações, como no setor de telecomunicações.

Para o diretor da Àgora Corretora Álvaro Bandeira, as ações dos BCs para que não haja falta de liquidez no mercado deve afastar as perspectivas de uma crise maior.

"O cenário dominante é de expectativa em relação de como desacelera a economia americana, mais forte ou mais suave, mas não acredito em recessão como tem gente boa prevendo", disse referindo-se à tese de estagflação da economia dos EUA pelo ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan.

Entre os destaques desta terça-feira estão as altas de empresas de telecomunicações, impulsionadas por quedas nos últimos pregões e pelo leilão de frequências de terceira geração que está sendo realizado pelo governo.

"Essas frequências novas vêm complementar o serviço de muitas companhias, como Claro, Tim e Telemig e a própria Vivo", disse a analista Kelly Trentin da SLW Corretora.

A maior alta do Ibovespa no dia foi registrada pela Tim participações, de 8,28 por cento e a maior baixa pela Net, de 3,5 por cento.

As blue chips Vale e Petrobras encerraram o dia em alta de 1,96 por cento e de 2,40 por cento, respectivamente.

A Vale sofreu nova derrota no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira e terá que optar entre a venda da Ferteco e o direito de preferência da mina de Casa de Pedra para evitar a concentração de mercado.