ANÁLISE-Fusões e aquisições em emergentes: a próxima bolha?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008 14:55 BRST
 

Por Mathieu Robbins

LONDRES (Reuters) - Empresas estão tentando escapar da crise de crédito e da desaceleração econômica na Europa e na América do Norte buscando crescimento através de aquisições em mercados emergentes, mas elas podem estar entrando no que pode se revelar a próxima bolha.

Bancos de investimentos querem manter o mundo corporativo engajado em fusões e aquisições em países em desenvolvimento, como forma de garantir crescimento das receitas e também como mecanismo de proteção contra um revés econômico nos seus mercados domésticos.

Mas o aumento do preço das companhias, em alguns casos com valor maior do que as empresas de mercados maduros, tem ampliado o temor de que o mercado pode estar superaquecido.

"Podemos estar vendo o começo de uma bolha nos mercados emergentes", disse Ludovic de Montille, presidente-executivo da unidade britânica do banco francês BNP Paribas.

"Existe uma competição por ativos e também algumas avaliações que alcançaram níveis que levam em conta a continuidade do crescimento, e os mercados emergentes são atualmente cíclicos", acrescentou.

Empresas estão investindo em economias como China e Índia, bem como na Europa Oriental e na Turquia, em busca de expansão acelerada nesses mercados.

Normalmente, esses acordos avaliam os ativos com base nas perspectivas futuras de fluxo de caixa --e alguns banqueiros estão preocupados com o fato de algumas análises ignorarem riscos geopolíticos e a possibilidade de uma recessão.

De qualquer forma, a intensa competição por negócios nos países emergentes está levando a nível recorde de preços de ativos, particularmente dentro do setor bancário.   Continuação...