Ministros de Finanças do G7 tentam acalmar mercados globais

sexta-feira, 19 de outubro de 2007 10:31 BRST
 

Por Glenn Somerville

WASHINGTON (Reuters) - Com o crescimento global minguando e a ameaça da crise de crédito, os ministros de Finanças das nações mais ricas do mundo se reúnem nesta sexta-feira para discutir como controlar as tensões no mercado financeiro e manter a expansão nos trilhos.

Antes da reunião dos ministros e membros dos bancos centrais do Grupo dos Sete, a França pediu mais atenção à alta do euro, que na quinta-feira bateu novo recorde em relação ao dólar. A França teme que a valorização da moeda européia reduza as exportações e o crescimento da região.

Mas o pedido da França teve uma recepção fria em Washington. Membros do governo norte-americano deixaram claro que a turbulência nos mercados financeiros será o foco da reunião entre os Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão.

Após a divulgação do comunicado de encerramento do encontro, nesta sexta-feira, haverá um jantar especial com autoridades de países como China, Arábia Saudita e Kuweit, que operam os chamados fundos de riqueza soberanos, cujas atividades não-regulamentadas e em larga escala incomodam o G7.

Isso compõe o cenário de um fim de semana de reuniões entre grandes e pequenos países, durante o encontro semestral de membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Um item de relevância na agenda é uma mudança mais rápida do FMI para um papel mais rigoroso de supervisão das práticas cambiais.

O fortalecimento desse papel do Fundo, que interessa tanto aos Estados Unidos quanto à Europa, deve dar ao órgão uma posição mais firme para pressionar a China a permitir que o iuan flutue de acordo com as condições de mercado. Isso poderia ajudar a China a reduzir seus gigantescos superávits comerciais.

Em entrevista à Reuters na noite de quinta-feira, o ministro canadense de Finanças, Jim Flaherty, disse que alguns países do G7 podem pressionar por uma linguagem mais dura para que a China reprecifique sua moeda.

"Eu acho que vamos ter mais pressão de outros mercados cambiais, especialmente com o euro em um valor relativamente alto agora", afirmou.   Continuação...