Rio Oil & Gas deixa um recado: precisa-se de gente

sexta-feira, 19 de setembro de 2008 16:56 BRT
 

Por Denise Luna e Roberto Samora

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Em meio a sofisticados estandes repletos de equipamentos e soluções tecnológicas de ponta, a 14a edição da Rio Oil & Gas aqueceu um debate que está preocupando o setor de petróleo e gás de maneira global: a falta de pessoal qualificado.

Se a redução de custos e de impactos ambientais ainda é uma preocupação em relação à tecnologia --superável, segundo especialistas--, o desafio de formar mão-de-obra deverá dar a tônica nos próximos anos, segundo avaliação de executivos no encontro que reuniu mais de 40 mil participantes do mundo inteiro durante quatro dias no Riocentro, no Rio de Janeiro.

Longe de ser um problema brasileiro, a carência de profissionais do setor podia ser notada ao longo de toda a feira, com vários estandes exibindo, junto a caríssimos equipamentos, singelos classificados em busca de profissonais.

Nem mesmo a maior produtora e detentora de reservas do mundo, a Saudi Aramco, escapa do momento de escassos recursos humanos no setor e veio equipada com material publicitário para atrair os eventuais profissionais de petróleo que passassem por ali.

"O estilo de vida que você sempre sonhou... ele existe, venha trabalhar com a gente", seduzia a estatal saudita em texto impresso em uma bolsa entregue aos visitantes.

No Brasil, o desafio será ainda maior, avaliaram especialistas e executivos de empresas presentes na feira, diante da descoberta da existência de um volume gigantesco de petróleo e gás natural na camada pré-sal, uma faixa que se estende por 800 quilômetros do Espírito Santos a Santa Catarina e que pode conter bilhões de barris de óleo equivalente.

Somente em dois campos dos oito que deverão ser explorados, a estimativa de volume de óleo recuperável quase dobra as atuais reservas brasileiras.

MILHARES DE VAGAS   Continuação...