Vale ganha na Justiça direito de impedir invasão do MST

quarta-feira, 19 de março de 2008 13:09 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale conseguiu na Justiça liminar que impede o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e seu principal dirigente, João Pedro Stédile, de fazerem ou incitarem manifestações violentas nas instalações da empresa, assim como atos que interrompam a atividade da mineradora, sob pena de multa.

Segundo a assessoria de imprensa do MST no Rio de Janeiro, a decisão judicial não vai impedir as manifestações.

"Não vamos parar nada, até porque a questão jurídica nunca impediu o povo de lutar", disse a assessora.

A reação acontece após sucessivas invasões do MST a instalações da companhia pelo país desde 22 de agosto de 2007, quando o MST invadiu a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), em Belo Horizonte, fazendo dois empregados de reféns.

Duas outras invasões foram realizadas em outubro do mesmo ano, todas na Estrada de Ferro Carajás, também paralisada em novembro, e em dezembro o movimento voltou à FCA.

Em março de 2008 o MST invadiu uma unidade de uma empresa de ferro gusa da Vale, a Ferro Gusa Carajás, no Maranhão, e no dia 10 de março interrompou o transporte de minério e passageiros da Estrada de Ferro Vitória Minas, fazendo o maquinista de refém.

A liminar impedindo mais manifestações foi obtida na 41a. Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, informou a Vale em nota nesta quarta-feira.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Camila Moreira)