23 de Outubro de 2007 / às 04:00 / em 10 anos

PF prende grupo que tentava roubar R$1 bilhão do Banco do Brasil

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu 23 pessoas nesta sexta-feira em uma operação para desarticular um grupo criminoso que tentava aplicar golpes para roubar até 1 bilhão de reais do Banco do Brasil, maior instituição financeira do país. Um pessoa ainda está foragida.

Segundo a PF, a operação mobilizou 150 policiais e expediu 24 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal.

A polícia apreendeu 65 mil reais em dinheiro, além de documentos e computadores que serão periciados. A PF recusou-se a divulgar o nome dos detidos.

“Em momento nenhum haveria possibilidade de saque (desse 1 bilhão de reais)”, disse a jornalistas o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, delegado Jaber Saadi.

O Banco do Brasil informou, em comunicado, que não teve qualquer perda financeira decorrente da tentativa de golpe.

Entre os detidos pela PF estão quatro advogados, dois auditores fiscais, dois funcionários do Banco do Brasil, um ex-deputado estadual do Rio de Janeiro e um número não-especificado de doleiros.

Segundo o coordenador da operação, batizada de “Alquimista”, delegado Rodrigo de Campos Costa, o esquema teve origem há cerca de 10 anos, quando o Banco do Brasil cometeu um erro de digitação no informe de rendimentos de um de seus correntistas, um aposentado residente no interior de São Paulo.

A partir do informe, posteriormente corrigido pelo banco, os dois auditores fiscais envolvidos na tentativa de golpe fizeram um termo de ação fiscal contra o aposentado.

Com o registro --indicando que o aposentado estaria sofrendo uma cobrança da Receita devido à incorreção em seu informe de rendimentos--, o aposentado tentou convencer o Banco do Brasil a disponibilizar o volume de dinheiro informado no documento errado.

O aposentado, que também fazia parte do esquema, foi preso.

De acordo com o delegado Costa, a quadrilha já dispunha de um outro esquema formado por doleiros para distribuir em contas no exterior os recursos caso o golpe tivesse sucesso.

A PF está cruzando os dados da investigação, o que pode levar a novos delitos cometidos pelos doleiros.

Os envolvidos, incluindo também um ex-delegado da PF, responderão por corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, tentativa de estelionato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. As penas variam de cinco a 10 anos de prisão.

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