JURO-Taxas sobem em dia de queda da Bovespa e alta do dólar

quarta-feira, 19 de março de 2008 16:30 BRT
 

SÃO PAULO, 19 de março (Reuters) - A maioria das projeções de juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou em alta nesta quarta-feira, em um dia de forte queda das ações e valorização do dólar no Brasil em meio à realização de lucros e à queda dos preços das commodities.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2009 subiu de 12,20 por cento para 12,25 por cento. O DI janeiro de 2010, o mais negociado, avançou de 12,98 para 13,12 por cento.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a cair mais de 4 por cento e operava abaixo dos 60 mil pontos. O petróleo, que despencou mais de 5 dólares em Nova York, foi um dos principais gatilhos para a realização de lucros.

Mais cedo, o mercado recebeu a notícia de que a inflação registou aceleração pelo IGP-M na segunda leitura do mês --0,78 por cento, ante 0,46 por cento no mesmo período de fevereiro. O IPC-Fipe também subiu ligeiramente, de 0,22 para 0,23 por cento na segunda quadrissemana de março.

O Tesouro Nacional retomou os leilões de títulos públicos após ter cancelado a operação quinta-feira passada, quando a turbulência internacional e a ata conservadora do Comitê de Política Monetária (Copom) haviam feito as projeções dispararem no mercado de juros futuros.

A operação desta quarta-feira, porém, ainda registrou alta generalizada das taxas. Foi vendida cerca de 96 por cento da oferta total de até 6,1 milhões de títulos públicos.

Toda a oferta de 2,5 milhões de LTN foi vendida, com taxa máxima de 12,62 por cento para o vencimento abril de 2009 e 13,23 por cento para julho de 2010.

No leilão de NTN-F, foram vendidos 300 mil papéis para janeiro de 2012, a 13,19 por cento, e 120 mil para janeiro de 2014, a 13,16 por cento.

No leilão de LFT, foram vendidos 1,364 milhão de títulos para março de 2012, com deságio de 0,0235 por cento, e 1,486 milhão para março de 2014, com deságio de 0,021 por cento.

No mercado aberto, o Banco Central recolheu 34,443 bilhões de reais dos bancos, por 1 dia, a 11,19 por cento ao ano.

(Por Silvio Cascione; edição de Alexandre Caverni)