Esboço de comunicado do G7 aponta à China e não menciona dólar

sexta-feira, 19 de outubro de 2007 20:08 BRST
 

Por Gernot Heller

WASHINGTON, 19 de outubro (Reuters) - O grupo dos sete países mais ricos do mundo, o G7, vai pedir que a China permita a valorização mais rápida do iuan, segundo um esboço do comunicado oficial que será emitido ainda nesta sexta-feira.

A prévia do documento, obtida pela Reuters, não mencionava o dólar, o euro ou o iene, o que provavelmente dará a investidores um sinal positivo para continuar vendendo a divisa norte-americana, que já é negociada a baixas recordes ante a moeda do bloco europeu.

Algumas nações européias queriam que o comunicado do G7 levasse mais em conta a desvalorização do dólar, preocupadas com que o fortalecimento do euro prejudique a competitividade de suas exportações.

Mas o esboço do comunicado mostrou que o G7 concordou em colocar mais pressão para que a China permita a valorização de sua moeda.

"Damos boas-vindas à decisão da China de aumentar a flexibilidade de sua moeda, mas em vista de seu atual superávit em conta corrente e inflação doméstica, salientamos a necessidade de que permita uma apreciação acelerada de sua efetiva taxa de câmbio", segundo o documento.

Apesar de novas vozes pedindo por uma acelerada valorização do iuan --com o tom mais afiado do que de comunicados anteriores--, o resto dos comentários do G7 sobre taxas de câmbio ficou praticamente inalterado.

"Nós reafirmamos que taxas de câmbio devem refletir fundamentos econômicos. Excesso de volatilidade e movimentos desordenados nas taxas de câmbio são indesejáveis para o crescimento econômico. Nós continuamos a monitorar as taxas de câmbio de perto."