June 19, 2008 / 8:48 PM / 9 years ago

Aldo aceita ser vice de Marta e acordo está quase fechado

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - O deputado Aldo Rebelo (PCdoB) aceitou nesta quinta-feira a indicação de vice na chapa de Marta Suplicy, pré-candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, e até o início da semana que vem o acordo deve estar fechado.

A decisão foi tomada em reunião do bloco de esquerda --formado por PCdoB, PSB e PDT -- com Aldo na capital paulista. O deputado pretendia sair como candidato.

"Conversamos com Aldo e ele deu sinal verde para continuar a discussão com o PT", disse Julia Roland, presidente do diretório municipal do PCdoB.

Marta, que ainda não fechou coligações, deve ganhar cerca de quatro minutos em cada bloco do horário eleitoral gratuito da TV, somando 7 minutos.

Na quarta-feira à noite, o bloco levou ao presidente do PT municipal, vereador José Américo, as demandas para garantir o apoio. Além da vice para Aldo, as siglas querem criar um conselho político para garantir participação na condução e debater itens do programa de governo, como educação e transporte.

Na sexta, os partidos se reúnem novamente com o PT e Julia Roland prevê que a decisão saia até terça.

INTERFERÊNCIA DE LULA

O acordo entre o bloco de esquerda e o PT começou a ser costurado na terça-feira, em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes do PT, PCdoB, PSB e PDT. Lula defendeu uma união de forças entre os partidos, sobretudo em cidades importantes como São Paulo.

Os integrantes do bloco cobraram mais reciprocidade do PT, e o PCdoB pediu o apoio petista no Rio à candidatura de Jandira Feghali.

"A melhor forma para resolver nessas cidades é decidir aqui primeiro, pode ser sinalização positiva para outras cidades", disse Julia.

PSB e PDT também pleitearam uma aliança com o PT em cidades em que são mais fortes, apostando, sobretudo, na presença de Lula nas campanhas. O presidente anunciou que só participará de campanhas em que os partidos da base de apoio estejam unidos em uma só candidatura.

"Quando um partido quer o apoio de outro, deve dar reciprocidade. O PT é muito aberto para receber apoio, mas muito inflexível para dar apoio", disse o presidente do PDT, Vieira da Cunha. (Reportagem de Carmen Munari e Mair Pena Neto)

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