Oposição aceita votar DRU e libera bancadas

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 19:05 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - Oposição e governo chegaram a acordo que permite a votação em segundo turno da DRU nesta quarta-feira. Pesou na decisão da oposição a garantia dada pelo governo de que não haverá pacote de medidas com aumento de tributos para compensar a perda de receita com a CPMF.

"É um voto de confiança no governo de que não haverá aumento de impostos, nem de carga tributária, nem bravatas e gracinhas de palanque dirigidas à oposição", disse o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB. Tucanos e democratas liberaram suas bancadas para votar como quiserem.

Em reunião nesta manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou de cinco ministros que façam indicação de cortes no Orçamento do ano que vem. Não houve anúncio de medidas para suprir os 40 bilhões de reais que o governo esperava arrecadar em 2008 com a CPMF, derrubada na semana passada.

"Se o governo diz, pelos seus ministros e por suas pessoas abalizadas, que vai fazer isso, é minha obrigação acreditar", disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).

Para a aprovação, são necessários 49 votos. No primeiro turno, a proposta da Desvinculação de Receitas da União, que permite ao governo utilizar livremente 20 por cento do Orçamento, foi aprovada por 60 senadores e outros 18 rejeitaram. O resultado, atingido no mesmo dia da derrubada da CPMF, teve adesão de senadores da oposição.

(Texto de Carmen Munari; Edição de Mair Pena Neto)