Bolsas da Ásia revertem ganhos iniciais e fecham em queda

segunda-feira, 19 de novembro de 2007 08:04 BRST
 

Por Michael Urquhart

CINGAPURA (Reuters) - A maior parte dos mercados asiáticos reverteu ganhos do início da sessão desta segunda-feira, pressionadas por preocupações sobre a economia norte-americana. Apesar do mau humor, uma alta nos preços do petróleo gerou valorização em ações de petrolíferas da região.

Ações de produtores de recursos minerais também ganharam impulso em meio à fraqueza do dólar contra o iene, por conta dos temores dos investidores sobre o setor de crédito imobiliário dos Estados Unidos e a respeito de perdas vinculadas a ativos de crédito sofridas por instituições financeiras.

A bolsa de TÓQUIO encerrou em queda de 0,74 por cento, a 15.042 pontos, eliminando ganhos iniciais por conta do recuo das ações de bancos.

"Os investidores continuam cautelosos antes da divulgação do resultado trimestral do Sumitomo Mitsui Financial Group, Mitsubishi UFJ Financial Group e de bancos regionais", disse Takashi Ushio, diretor de estratégia de investimento da Marusan Securities.

O índice MSCI que reúne os principais mercados da região Ásia-Pacífico exibia queda de 0,2 por cento, a 531,29 pontos às 7h51 (horário de Brasília), ampliando a baixa de 3,4 por cento da semana passada.

"Em termos de fundamentos, há poucas razões para se manter a venda de ações japonesas, mas ao mesmo tempo, os investidores continuam com suspeita de que o mercado pode cair mais", disse Tomomi Yamashita, gerente de fundos da Shinkin Asset Management.

A bolsa de SYDNEY foi contra a tendência da região e fechou em alta de 1,13 por cento, a 6.535 pontos, graças ao desempenho de ações de mineradoras e instituições financeiras. A mineradora alvo de aquisição Rio Tinto saltou 3,65 por cento e a ofertante BHP Billiton avançou 1,07 por cento.

Os futuros do petróleo nos Estados Unidos operavam em alta de 0,7 por cento, a 94,45 dólares o barril, depois de comentários de membros da Opep de que os preços estão subvalorizados por causa da fraqueza do dólar.   Continuação...